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Território Terça-feira, 20 de outubro de 2026

Brasil

Pichação ameaça provedoras de internet no Ceará: ’24 horas para sair’

Duas lojas foram atacadas em Alcântaras. Polícia investiga as ameaças; empresários relatam cobrança para continuar operando.

Pichação ameaça provedoras de internet no Ceará: '24 horas para sair'
Reprodução/Metrópoles

Duas provedoras de internet tiveram as fachadas pichadas em Alcântaras, no norte do Ceará, na madrugada de sexta-feira (16). A mensagem dava 24 horas para as empresas deixarem a cidade e ameaçava incendiar os estabelecimentos. As inscrições traziam a sigla CV, associada ao Comando Vermelho. A Polícia Civil investiga a autoria e a motivação dos ataques.

Imagens de câmeras de segurança mostram dois homens pichando uma das lojas e chutando o portão. As empresas atingidas são a Online Telecom e a Fox Net Telecom, segundo o Metrópoles. A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS) informou que reforçou o policiamento no município.

Ameaça a provedoras de internet no Ceará foi registrada por câmeras

Uma das pichações dizia: “Vocês têm 24 horas para sair ou vamos queimar tudo”. O Metrópoles publicou imagens da inscrição, que terminava com “ASS CV TD2”. A sigla na parede aponta para a facção, mas a identificação dos responsáveis depende da investigação policial.

O vídeo de segurança mostra a ação de dois homens diante de uma das lojas. As reportagens também registraram danos ao portão. Não há confirmação de que os serviços de internet das empresas tenham sido interrompidos após os ataques.

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Empresários relatam cobrança para manter empresas abertas

Fontes policiais ouvidas pelo Metrópoles afirmaram que a ameaça pode estar ligada à cobrança de um pagamento para permitir a operação das provedoras. Em apuração publicada no domingo (18), O POVO informou que os responsáveis teriam exigido R$ 3 mil das duas empresas e enviado fotos de funcionários para intimidá-las antes das pichações.

A relação entre essa cobrança e os ataques ainda não foi confirmada publicamente pela SSPDS. O valor de R$ 3 mil foi obtido pelo jornal em sua apuração e não representa uma quantia estabelecida pela polícia para o caso. Também não há informação confirmada sobre a periodicidade da cobrança.

Polícia reforça patrulhamento e investiga os ataques

Segundo a SSPDS, a investigação reúne a Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), o Departamento de Polícia do Interior Norte e a Coordenadoria de Inteligência da secretaria. A pasta disse que as diligências seguem sob sigilo. O POVO informou que a Polícia Militar iniciou, no sábado (17), a Operação Domínio da Serra para ampliar o efetivo em Alcântaras.

A secretaria afirmou que 100 suspeitos de danos a empresas de internet foram capturados no Ceará desde julho de 2025, em flagrante ou por mandados judiciais. O total se refere a ocorrências no estado, não a prisões pelos ataques de Alcântaras. Até a reportagem de O POVO publicada no domingo, ninguém havia sido preso especificamente pelo caso, embora o jornal tenha informado que suspeitos já tinham sido identificados. Não houve confirmação pública posterior sobre prisões.

Em vídeo

Fontes

O POVO · Metrópoles

Redação Território
Redação Território
· atualizada em 20 de outubro, 10h50

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