Ir para o conteúdo

Território Terça-feira, 20 de outubro de 2026

Mundo

Houthis atacam campo de recrutas no Iêmen e matam 73, diz governador

Bombardeio com três mísseis balísticos atingiu centro de treinamento em Shabwa; mais de 200 ficaram feridos e 14 seguem desaparecidos.

Houthis atacam campo de recrutas no Iêmen e matam 73, diz governador
Reprodução/CNN Brasil

Os houthis atacaram um campo de treinamento de recrutas no sul do Iêmen na segunda-feira (19/10). O governador da província de Shabwa, Awad bin al-Wazir, informou nesta terça (20/10) que o número de mortos chegou a 73. Outras 14 pessoas continuam desaparecidas.

O balanço inicial das autoridades locais era de 53 mortos e mais de 200 feridos. O novo total foi anunciado depois que o governador recebeu um relatório da equipe encarregada de acompanhar os feridos. Não houve atualização do número de pessoas hospitalizadas.

O ataque atingiu o centro de treinamento Mártir Ahmed al-Sulaimani, no campo de Al-Alam, nos arredores de Ataq, capital de Shabwa. Os recrutas participavam de um programa de formação para as forças de segurança interna.

Houthis atacam campo de recrutas no Iêmen com três mísseis

O porta-voz das Forças Armadas do governo iemenita, Majed al-Nuzaili, disse que três mísseis balísticos atingiram o centro de treinamento. Os houthis reconheceram que atacaram o campo. O porta-voz militar do grupo, Yahya Saree, afirmou que oficiais sauditas comandavam a instalação, mas não apresentou provas. A Arábia Saudita não havia se pronunciado sobre a alegação.

Publicidade

O bombardeio ocorreu durante o treinamento de novos integrantes das forças de segurança. Hospitais de Shabwa foram orientados a ampliar o atendimento, garantir medicamentos e equipamentos de emergência e transferir os casos graves para centros especializados. Moradores da província compareceram para doar sangue.

Governo promete resposta após aumento de mortes

Rashad al-Alimi, presidente do Conselho de Liderança Presidencial do Iêmen, conversou com o governador de Shabwa após o ataque. Ele ordenou atendimento aos feridos, apoio às famílias dos mortos e medidas para responder aos responsáveis pelo lançamento dos mísseis.

O ministro da Informação, Moammar al-Eryani, classificou o bombardeio como “crime de guerra”. Segundo ele, o alvo era um centro de formação de novos agentes de segurança, afastado das frentes de combate. A classificação é uma acusação do ministro.

As autoridades provinciais também determinaram que as famílias dos mortos continuem a receber os salários dos recrutas e que os direitos dos feridos sejam pagos. O governador pediu acompanhamento médico contínuo e assistência às famílias dos desaparecidos.

Escalada amplia pressão sobre o sul do Iêmen

O ataque ocorre em meio à retomada dos combates entre os houthis e as forças do governo reconhecido internacionalmente, apoiado pela Arábia Saudita. A trégua de 2022, que havia reduzido a intensidade da guerra civil, se desfez durante a escalada deste ano.

Forças do governo lançaram uma campanha para retomar áreas controladas pelos houthis, inclusive perto do estreito de Bab al-Mandeb, passagem estratégica entre o Mar Vermelho e o golfo de Áden. A ofensiva e os ataques com mísseis aumentam o risco de novos confrontos no país.

Em Shabwa, a prioridade imediata é localizar os 14 desaparecidos e tratar os feridos. Al-Alimi prometeu uma resposta ao bombardeio, enquanto as autoridades locais cobram reforço da defesa aérea para proteger instalações militares e de segurança.

Redação Território
Redação Território

Publicidade

Usamos cookies para medir a audiência do portal e para exibir publicidade. Enquanto você não responde, a publicidade fica não personalizada. Recusar não fecha nada do site. Detalhes na Política de Privacidade.