Lula chama Flávio de ladrão e convoca militância para ‘guerra’
Presidente elevou o tom em ato entre Bahia e Pernambuco, cobrou sigilos do adversário e vinculou a exigência ao debate de sexta-feira.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chamou Flávio Bolsonaro (PL) de ladrão e convocou sua militância para uma “guerra” eleitoral em ato de campanha na terça-feira (20). A caminhada atravessou a ponte entre Juazeiro (BA) e Petrolina (PE), a cinco dias do segundo turno da eleição presidencial.
“Enquanto eu tiver pernas para andar, braços para trabalhar, cabeça para pensar e boca para falar, um ladrão não vai governar o Brasil”, disse Lula aos apoiadores. A acusação foi dirigida ao senador, seu adversário na votação de domingo (25).
No mesmo ato, Lula cobrou que Flávio autorize a abertura de seus sigilos bancário, fiscal e telefônico. O presidente associou a exigência ao debate da Globo, marcado para sexta-feira (23). Nesta quarta (21), Flávio afirmou que aceita abrir seus dados, mas apresentou condições próprias.
Lula chama Flávio de ladrão e fala em guerra
Depois de atacar o adversário, Lula pediu que seus apoiadores mantenham a campanha nas ruas e nas plataformas digitais. “Preparem-se, porque é guerra! O Exército de Lula não pode sair das ruas, nem das redes digitais”, afirmou. A referência era à mobilização eleitoral na reta final do segundo turno.
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O presidente voltou a usar a palavra “ladrão” ao falar do encontro entre os candidatos. “Se ele apresentar documento, autorizando quebrar o sigilo, vai ter debate, porque, se não, ele não pode ir ao debate, porque o presidente da República não pode debater com ladrão”, declarou. Lula vinculou, assim, a realização do confronto à resposta de Flávio sobre os sigilos.
O tom do discurso veio após a campanha petista encaminhar ao Tribunal Superior Eleitoral e ao Supremo Tribunal Federal um pedido para divulgar dados bancários, fiscais e telefônicos de Lula e de familiares. A autorização foi condicionada a uma medida equivalente de Flávio. O documento se refere aos últimos oito anos e ainda não traz os dados que poderiam ser divulgados.
Flávio aceita desafio e cobra dados de Lula
Flávio disse nesta quarta-feira, durante agenda em Guarulhos (SP), que aceita o desafio, mas exigiu a abertura de informações de pessoas e entidades ligadas a Lula. Entre as condições citadas pelo senador estão os sigilos do Instituto Lula, de um ex-chefe de gabinete do presidente e dos cartões corporativos de Lula e da primeira-dama, Janja.
O candidato do PL também apresentou ao TSE uma autorização referente a seus sigilos bancário, fiscal e telefônico dos últimos 20 anos. No documento, incluiu familiares e empresas mencionados na proposta do presidente. Ao ampliar o pedido, Flávio cobrou dados dos filhos de Lula, de empresas ligadas a eles e de pessoas próximas ao petista.
Tarcísio cobra presença no debate de sexta-feira
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), reagiu à condição imposta por Lula. “Lula está arrumando desculpa para não ir ao debate da TV Globo, está com medo”, disse em encontro com apoiadores de Flávio em Guarulhos, nesta quarta-feira.
O debate está previsto para sexta-feira (23), dois dias antes da votação. Com Flávio afirmando que aceita abrir os sigilos e apresentando suas próprias exigências, a cobrança agora recai sobre a presença de Lula no último confronto entre os candidatos.
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