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Território Terça-feira, 20 de outubro de 2026

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Japão emite por engano alerta de terremoto de magnitude 9,9 e cancela em 8 minutos

Agência meteorológica superestimou tremor ocorrido perto da Rússia; aviso interrompeu serviços de transporte e foi retirado oito minutos depois.

Japão emite por engano alerta de terremoto de magnitude 9,9 e cancela em 8 minutos
Reprodução/Ultimosegundo

A Agência Meteorológica do Japão emitiu por engano um alerta de terremoto de magnitude 9,9 às 12h40 de sexta-feira (16/10), no horário local. O aviso alcançou uma ampla área de Hokkaido, no norte, até a região central do país. Oito minutos depois, às 12h48, a agência cancelou o alerta.

O terremoto que acionou o sistema ocorreu perto da península de Kamchatka, na Rússia, e teve magnitude 6,9, segundo a agência. No Japão, a maior intensidade registrada foi 1 na escala sísmica japonesa, na cidade de Hakodate, em Hokkaido. A previsão de abalos fortes não se confirmou.

Japão: alerta de terremoto de magnitude 9,9 previa tremor de intensidade máxima

Ao processar os dados, o sistema japonês situou o epicentro nas Ilhas Curilas e estimou a magnitude em 9,9. O alerta indicava a possibilidade de intensidade 7, o nível mais alto da escala usada no Japão, em partes do norte do país. A notificação chegou a celulares e a sistemas públicos de aviso.

O alerta provocou interrupções temporárias em serviços ferroviários. Segundo o Ministério dos Transportes japonês, trens de alta velocidade e outros meios de transporte público foram afetados. O órgão afirmou que moradores também tomaram medidas de proteção após receber o aviso.

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Em entrevista coletiva no dia do episódio, Ayataka Ebita, chefe da divisão de monitoramento de terremotos e tsunamis da agência, pediu desculpas pelo transtorno. O aviso não correspondia à força do tremor registrado perto de Kamchatka.

Agência identifica falhas no cálculo

Em um segundo comunicado, a agência explicou que aplicou a um terremoto muito distante do Japão uma fórmula de cálculo de magnitude feita para sismos no país. Também usou localizações diferentes do epicentro para calcular a magnitude e prever a intensidade. Segundo o órgão, os dois cálculos deveriam partir do mesmo ponto.

Uma atualização divulgada na noite de sexta-feira apontou outra falha: o sistema usou dados de uma estação a mais de 700 quilômetros do epicentro, apesar de existir uma regra para excluir observações tão distantes desse cálculo. A agência informou que a regra não funcionou como deveria e que adotou uma correção emergencial às 21h30, no horário japonês.

A agência testou a correção com os dados do tremor de Kamchatka e afirmou que, com a mudança, o alerta indevido não teria sido emitido. A investigação detalhada continua. Nesta terça-feira (20/10), o ministro japonês dos Transportes disse que não foram identificados acessos indevidos aos sistemas no período do alerta e afastou a hipótese de ataque cibernético.

Fontes

Agência Meteorológica do Japão · Mlit · Jiji Press · Xinhua

Redação Território
Redação Território
· atualizada em 20 de outubro, 11h57

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