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Território Terça-feira, 20 de outubro de 2026

Economia

Governo antecipa pagamento do Bolsa Família de outubro para antes do 2º turno

Depósitos terminam nesta quarta-feira (21), quatro dias antes da votação; parcela já inclui reajuste de 15,04%, com piso de R$ 691.

Governo antecipa pagamento do Bolsa Família de outubro para antes do 2º turno
Reprodução/Poder360

O governo federal antecipou o pagamento do Bolsa Família de outubro para concluir os depósitos nesta quarta-feira (21/10). O valor mínimo por família subiu de R$ 600 para R$ 691. Assim, a parcela reajustada estará disponível a todos os beneficiários antes do segundo turno das eleições, marcado para domingo (25/10).

O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social informou na segunda-feira (19/10) que a mudança busca reduzir os efeitos previstos do El Niño sobre famílias vulneráveis. O calendário original distribuiria os pagamentos até 30 de outubro, conforme a tabela publicada pelo próprio ministério. Parte dos depósitos, portanto, estava prevista para depois da votação.

Pagamento do Bolsa Família de outubro: veja as datas

Quem tem Número de Identificação Social (NIS) terminado em 1 recebeu na segunda-feira (19/10). Nesta terça-feira (20/10), o dinheiro é liberado para o NIS final 2. Na quarta-feira (21/10), recebem, no mesmo dia, os beneficiários com NIS terminado em 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9 e 0.

Há uma regra para moradores de municípios com situação de emergência ou estado de calamidade pública reconhecido pelo governo federal. Nesses locais, o pagamento foi unificado no primeiro dia do calendário, independentemente do final do NIS.

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O ministério informou que a unificação será mantida em novembro e dezembro. Para conferir o valor liberado e a situação do benefício, o beneficiário pode consultar os aplicativos Bolsa Família e Caixa Tem ou o Portal Cidadão da Caixa.

Governo atribui antecipação ao El Niño

Segundo o ministério, houve 518 reconhecimentos federais de emergência ou calamidade em agosto e setembro deste ano, ante 253 nos mesmos meses de 2025. A pasta aponta aumento de tempestades no Sul e de ocorrências de seca e estiagem no semiárido. A previsão citada pelo órgão indica risco de menos chuva em áreas do Norte, Nordeste e Centro-Oeste e de chuva acima da média em parte do Sul e do Sudeste.

O reajuste de 15,04% foi anunciado em 17 de setembro, antes do primeiro turno. De acordo com o ministério, ele repõe a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor desde 2023. O piso de R$ 691 é o mínimo garantido por família, não o valor igual para todos. A quantia final depende da composição familiar.

Antecipação ocorre na semana do segundo turno

O Tribunal Superior Eleitoral marca o segundo turno para 25 de outubro. O novo calendário encerra os pagamentos quatro dias antes da votação. A proximidade com a eleição provocou críticas ao reajuste por parlamentares da oposição. À CNN Brasil, o senador Rogério Marinho (PL-RN) questionou o uso de recursos públicos em período eleitoral; o deputado Kim Kataguiri (Missão-SP) chamou a medida de “populismo eleitoreiro”.

O Poder360 relatou que o governo nega finalidade eleitoral para a medida. A justificativa apresentada oficialmente pelo ministério para a antecipação é a proteção das famílias diante dos riscos climáticos. O reajuste e a mudança de calendário são decisões distintas, mas ambos passam a valer na parcela de outubro.

Fontes

Redação Território
Redação Território
· atualizada em 20 de outubro, 12h02

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