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Território Sábado, 24 de outubro de 2026

Eleições 2026

Brasileiros na Nova Zelândia abrem a votação do 2º turno no exterior

Cinco seções em Wellington abriram às 16h de Brasília. Fora do país, quase 919 mil eleitores podem votar, e a abstenção no 1º turno chegou a 63%

Brasileiros na Nova Zelândia abrem a votação do 2º turno no exterior
Reprodução/Radio93

Os brasileiros que vivem na Nova Zelândia foram os primeiros a votar no 2º turno da eleição presidencial. As cinco seções de Wellington abriram às 16h deste sábado (24), no horário de Brasília. Lá, eram 8h da manhã de domingo.

A capital neozelandesa tem 3,1 mil eleitores aptos. É o começo de uma votação que atravessa o planeta seguindo o fuso de cada cidade. No Brasil, as urnas abrem neste domingo (25).

O dado que mais pesa é a ausência. No 1º turno, 63% dos eleitores aptos no exterior não foram votar.

Como funciona a votação do 2º turno no exterior, da Nova Zelândia aos EUA

Fora do país, as seções seguem o horário local: abrem às 8h e fecham às 17h. Por isso a votação no exterior começa na Oceania e vai se arrastando para o oeste ao longo do dia.

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As últimas a abrir e a fechar são as seções de São Francisco e Los Angeles, nos Estados Unidos, e de Vancouver, no Canadá. As três cidades estão quatro horas atrás de Brasília. As urnas ali fecham às 17h locais, 21h no horário de Brasília deste domingo.

Quem vota no exterior escolhe só o presidente. Não há votação para governador fora do Brasil.

Eleitorado recorde fora do país

Segundo o TSE, são 918,9 mil brasileiros aptos a votar no exterior, espalhados por 186 cidades. Há quatro anos eram 697 mil. O crescimento passa de 30% e leva o eleitorado no exterior à máxima desde 2010, quando os dados começaram a ser contados.

Os Estados Unidos concentram a maior fatia, com 265 mil eleitores. Portugal vem em seguida, com 134 mil, e o Japão tem 88,3 mil. Lisboa é o maior posto de votação do mundo, com 78 mil eleitores, à frente de Boston e do Porto. Na outra ponta, Coreia do Norte e Bangladesh têm um eleitor cada.

Abstenção de 63% é a maior das últimas eleições

O eleitorado cresceu, mas o comparecimento caiu. A abstenção de 63% no 1º turno deste ano supera a de 2022, que foi de 51%, e a de 2018 e 2014, que ficou em 59%.

Na prática, de cada dez brasileiros aptos a votar fora do país, mais de seis não apareceram na primeira rodada. O 2º turno vai mostrar se essa ausência se repete, com as urnas no exterior abertas até a noite deste domingo.

Redação Território
Redação Território

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