Economia – Território https://territorio.news A verdade. Sempre. Mon, 19 Oct 2026 20:36:00 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1.3 Governo Lula gastou mais de R$ 7 bilhões em viagens a serviço de 2023 a 2025 https://territorio.news/economia/governo-lula-gastou-mais-de-r-7-bilhoes-em-viagens-a-servico/ Mon, 19 Oct 2026 20:36:00 +0000 https://territorio.news/uncategorized/governo-lula-gastou-mais-de-r-7-bilhoes-em-viagens-a-servico/ O governo federal registrou cerca de R$ 7,15 bilhões em viagens a serviço entre 2023 e 2025, os três primeiros anos do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A soma dos valores anuais exibidos pelo Portal da Transparência inclui deslocamentos de servidores e autoridades de ministérios e outros órgãos federais.

O total não corresponde às viagens pessoais de Lula. Também não inclui os gastos de 2026. Em janeiro, o Metrópoles havia divulgado um levantamento de aproximadamente R$ 7 bilhões para o mesmo período. Os valores do portal podem ser atualizados depois da publicação inicial dos dados.

Viagens a serviço no governo Lula: o que entra na conta

O Portal da Transparência registra R$ 2,28 bilhões em 2023, R$ 2,38 bilhões em 2024 e R$ 2,49 bilhões em 2025. Somados, os três anos chegam a R$ 7.147.802.526,78. O painel informa que as despesas abrangem órgãos que usam o Sistema de Concessão de Diárias e Passagens e entidades que enviam dados por arquivos separados.

Segundo a Controladoria-Geral da União (CGU), viagens a serviço são deslocamentos realizados no interesse da administração pública, dentro ou fora do país. Elas podem gerar despesas com diárias e passagens. O levantamento do Metrópoles também aponta restituições, taxas de agenciamento e outros serviços ligados aos deslocamentos.

O valor de 2025 mostrado atualmente no portal supera os R$ 2,35 bilhões informados pelo Metrópoles em janeiro. Por isso, a soma consultada agora é maior que os R$ 7 bilhões publicados naquele levantamento. O recorte de três anos precisa acompanhar a data da consulta aos dados.

Comparação com o governo Bolsonaro exige ressalvas

A Revista Oeste informou, com base em dados da CGU, que as despesas com viagens somaram R$ 4,15 bilhões nos quatro anos do governo Jair Bolsonaro, de 2019 a 2022. A cifra atual de 2023 a 2025 fica cerca de R$ 3 bilhões acima desse total, mesmo cobrindo um ano a menos. Trata-se de comparação de valores nominais, sem correção pela inflação.

O intervalo de Bolsonaro inclui 2020 e 2021, quando as restrições da pandemia de Covid-19 reduziram os deslocamentos. No Portal da Transparência, 2020 aparece com R$ 544 milhões em viagens, o menor valor da série de 2015 a 2025 citada pelo Metrópoles. Essa queda afeta qualquer comparação direta entre os mandatos.

Uma checagem do UOL publicada em 7 de outubro apontou R$ 8,46 bilhões quando as despesas de 2026 também são incluídas. O mesmo texto esclarece que a quantia se refere à estrutura do governo federal. Ela não permite atribuir o gasto ao presidente e à primeira-dama. Assim, os R$ 7,15 bilhões desta matéria identificam apenas o período fechado de 2023 a 2025.

Fontes

Portal da Transparência · Metrópoles · Revista Oeste · UOL Confere

]]>
Governo antecipa pagamento do Bolsa Família de outubro para antes do 2º turno https://territorio.news/economia/governo-antecipa-pagamento-do-bolsa-familia-de-outubro/ Mon, 19 Oct 2026 15:14:00 +0000 https://territorio.news/uncategorized/governo-antecipa-pagamento-do-bolsa-familia-de-outubro/ O governo federal antecipou o pagamento do Bolsa Família de outubro para concluir os depósitos nesta quarta-feira (21/10). O valor mínimo por família subiu de R$ 600 para R$ 691. Assim, a parcela reajustada estará disponível a todos os beneficiários antes do segundo turno das eleições, marcado para domingo (25/10).

O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social informou na segunda-feira (19/10) que a mudança busca reduzir os efeitos previstos do El Niño sobre famílias vulneráveis. O calendário original distribuiria os pagamentos até 30 de outubro, conforme a tabela publicada pelo próprio ministério. Parte dos depósitos, portanto, estava prevista para depois da votação.

Pagamento do Bolsa Família de outubro: veja as datas

Quem tem Número de Identificação Social (NIS) terminado em 1 recebeu na segunda-feira (19/10). Nesta terça-feira (20/10), o dinheiro é liberado para o NIS final 2. Na quarta-feira (21/10), recebem, no mesmo dia, os beneficiários com NIS terminado em 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9 e 0.

Há uma regra para moradores de municípios com situação de emergência ou estado de calamidade pública reconhecido pelo governo federal. Nesses locais, o pagamento foi unificado no primeiro dia do calendário, independentemente do final do NIS.

O ministério informou que a unificação será mantida em novembro e dezembro. Para conferir o valor liberado e a situação do benefício, o beneficiário pode consultar os aplicativos Bolsa Família e Caixa Tem ou o Portal Cidadão da Caixa.

Governo atribui antecipação ao El Niño

Segundo o ministério, houve 518 reconhecimentos federais de emergência ou calamidade em agosto e setembro deste ano, ante 253 nos mesmos meses de 2025. A pasta aponta aumento de tempestades no Sul e de ocorrências de seca e estiagem no semiárido. A previsão citada pelo órgão indica risco de menos chuva em áreas do Norte, Nordeste e Centro-Oeste e de chuva acima da média em parte do Sul e do Sudeste.

O reajuste de 15,04% foi anunciado em 17 de setembro, antes do primeiro turno. De acordo com o ministério, ele repõe a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor desde 2023. O piso de R$ 691 é o mínimo garantido por família, não o valor igual para todos. A quantia final depende da composição familiar.

Antecipação ocorre na semana do segundo turno

O Tribunal Superior Eleitoral marca o segundo turno para 25 de outubro. O novo calendário encerra os pagamentos quatro dias antes da votação. A proximidade com a eleição provocou críticas ao reajuste por parlamentares da oposição. À CNN Brasil, o senador Rogério Marinho (PL-RN) questionou o uso de recursos públicos em período eleitoral; o deputado Kim Kataguiri (Missão-SP) chamou a medida de “populismo eleitoreiro”.

O Poder360 relatou que o governo nega finalidade eleitoral para a medida. A justificativa apresentada oficialmente pelo ministério para a antecipação é a proteção das famílias diante dos riscos climáticos. O reajuste e a mudança de calendário são decisões distintas, mas ambos passam a valer na parcela de outubro.

Fontes

]]>
Lula celebra aposentadoria especial para agentes de saúde após resistência do governo https://territorio.news/economia/lula-celebra-aposentadoria-especial-para-agentes-de-saude/ Fri, 16 Oct 2026 23:07:00 +0000 https://territorio.news/uncategorized/lula-celebra-aposentadoria-especial-para-agentes-de-saude/ O Congresso Nacional promulgou na sexta-feira (16), em Brasília, a Emenda Constitucional 140, que cria aposentadoria especial para agentes comunitários de saúde e agentes de combate às endemias. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou da sessão e gravou um vídeo com profissionais da categoria para celebrar a medida. Em julho, a equipe econômica do governo estimava impacto de R$ 27 bilhões em dez anos e tentava adiar a promulgação.

A regra permanente permite a aposentadoria aos 57 anos para mulheres e aos 60 para homens, desde que tenham ao menos 25 anos de contribuição e de exercício efetivo na atividade. As idades são cinco anos menores que as exigidas pela regra geral da Previdência. A emenda vale para trabalhadores vinculados ao regime próprio de servidores e ao regime geral, administrado pelo INSS.

Aposentadoria especial para agentes de saúde tem regra de transição

Quem já atuava na profissão quando a emenda entrou em vigor poderá seguir regras de transição. Até o fim de 2030, a idade mínima é de 50 anos para mulheres e 52 para homens, com 25 anos de contribuição e de trabalho na função. As idades sobem em etapas até chegar a 57 e 60 anos a partir de 2041. O texto também prevê outra possibilidade de transição, baseada em idade, tempo de contribuição e pontos.

A Constituição passou a reconhecer a atividade dos agentes como essencial ao SUS e exclusiva de Estado. A emenda restringe contratações temporárias ou terceirizadas, com exceção de emergências de saúde pública. Os novos direitos também se estendem a agentes indígenas de saúde e de saneamento.

Governo pediu adiamento e apontou custo de R$ 27 bilhões

A mudança passou pelo Senado em 14 de julho, por 73 votos a 1 e uma abstenção, segundo o Poder360. O veículo informou à época que o ministro da Fazenda, Dario Durigan, pediu ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que não levasse a proposta adiante naquele momento. O Planalto também buscou alterações para reduzir seu custo. Por ser uma emenda constitucional, o texto não dependia de sanção de Lula nem podia ser vetado por ele.

O impacto de R$ 27 bilhões em dez anos era uma estimativa da equipe econômica, divulgada durante a tramitação, e não uma despesa já registrada. Durigan chegou a admitir a possibilidade de medidas judiciais por causa dos efeitos fiscais. Não há, nas fontes consultadas, confirmação de que o governo tenha apresentado uma ação após a promulgação.

Na cerimônia, Lula defendeu o direito da categoria à aposentadoria diferenciada. Depois, publicou um vídeo feito com agentes no Congresso. A participação do presidente veio três meses após a resistência de sua equipe econômica à medida.

União terá de compensar despesas previdenciárias

A Emenda 140 determina assistência financeira da União a estados, Distrito Federal e municípios para compensar o aumento de despesas dos regimes próprios com as novas aposentadorias. Também prevê recursos federais para o fundo do regime geral. O texto entrou em vigor na data de sua publicação, em 16 de outubro.

Para agentes com vínculo temporário, indireto ou precário com o SUS na data da promulgação, a emenda estabelece critérios de admissão pelo ente público responsável. A regularização deve ocorrer até 31 de dezembro de 2028. Assim, além das regras de aposentadoria, a mudança constitucional alcança a forma de contratação desses profissionais.

Fontes

Presidência da República · Senado Notícias · Senado Federal · Poder360 · IstoÉ

]]>
IBGE aponta alta de 44% no preço do café moído desde a posse de Lula https://territorio.news/economia/ibge-aponta-alta-de-44-no-preco-do-cafe-moido-desde-a-posse/ Fri, 16 Oct 2026 21:21:00 +0000 https://territorio.news/uncategorized/ibge-aponta-alta-de-44-no-preco-do-cafe-moido-desde-a-posse/ O preço do café moído acumulou alta de 44,3% no Brasil de janeiro de 2023, mês em que Luiz Inácio Lula da Silva assumiu a Presidência, a setembro de 2026. O percentual resulta do encadeamento das variações mensais do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado pelo IBGE. No mesmo intervalo, o índice geral subiu 18,9%.

O dado mais recente da série é o de setembro, divulgado em 9 de outubro. Naquele mês, o café moído ficou 1,09% mais barato. A queda não apagou o aumento acumulado desde o início do mandato.

Café moído sobe 44% desde a posse de Lula, mostram dados do IBGE

A conta usa o subitem “café moído” da tabela 7060 do IBGE e multiplica as variações mensais de janeiro de 2023 a setembro de 2026. Essa é a forma de calcular um acumulado de inflação: somar simplesmente as taxas de cada mês produz um resultado diferente. Arredondado, o avanço de 44,3% chega aos 44% citados na divulgação do caso.

O contraste aparece também em outros produtos. Na mesma série e no mesmo período, chocolate e achocolatado em pó subiram 43,2%, iogurte e bebidas lácteas, 28,3%, e pão francês, 18,1%. São categorias específicas pesquisadas pelo IPCA. Os percentuais descrevem a mudança de preços, não a quantidade consumida pelas famílias.

Entre janeiro e setembro de 2026, o movimento do café foi de queda. O produto acumulou recuo de 16,2% no ano, segundo a série do IBGE. Já o leite longa vida subiu 27,0% nesse intervalo. Os recortes são diferentes: a alta do café desde a posse inclui os anos anteriores, enquanto essas duas taxas consideram apenas 2026.

Alta anual do café passou de 80% em 2025

O encarecimento do café se concentrou em parte do mandato. Em abril de 2025, o produto acumulava alta de 80,2% em 12 meses, a maior para esse intervalo desde o início do Plano Real, conforme dados do IBGE publicados pela Reuters na Forbes Brasil. O indicador de 12 meses mede outra janela e não pode ser confundido com a variação desde janeiro de 2023.

Em novembro de 2022, durante a transição de governo, Lula disse que teria cumprido a missão de sua vida se, ao fim do mandato, cada brasileiro estivesse “tomando café, almoçando e jantando outra vez”. Na fala, “tomar café” se referia ao café da manhã, no contexto da meta de combater a fome. O preço do café moído é um dos indicadores de alimentos, mas, sozinho, não mede se a população faz três refeições por dia.

Em vídeo

Fontes

IBGE · Poder360 · Forbes Brasil

]]>
‘Eu não sabia’: Lula diz que desconhecia Bolsa Família sem reajuste https://territorio.news/economia/eu-nao-sabia-lula-diz-que-desconhecia-bolsa-familia/ Fri, 16 Oct 2026 10:01:00 +0000 https://territorio.news/uncategorized/eu-nao-sabia-lula-diz-que-desconhecia-bolsa-familia/ O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse que não sabia que o Bolsa Família estava sem reajuste em seu terceiro mandato. A declaração foi dada na quinta-feira (15/10), em entrevista à TV Globo conduzida por Renata Lo Prete. O valor mínimo por família ficou em R$ 600 desde 2023 e passou a R$ 691 na folha de outubro.

Lula classificou a ausência de correção como “inexplicável”. O reajuste foi anunciado em 17 de setembro, 17 dias antes do primeiro turno da eleição presidencial. Na entrevista, o presidente afirmou que determinou o aumento assim que tomou conhecimento da situação.

Lula diz que não sabia do Bolsa Família sem reajuste

Ao ser questionado por Lo Prete, Lula respondeu: “Eu não sabia”. Ele disse que cobrou explicações dos ministros quando soube que o benefício não havia sido corrigido. “É impensável, mas aconteceu”, afirmou sobre a falta de reajuste.

O presidente declarou que havia espaço fiscal para elevar o valor. Segundo seu relato, perguntou à equipe por que o Bolsa Família não tinha aumentado e, depois, mandou fazer a correção. Ele também disse que a decisão buscava repor o que não havia sido concedido nos anos anteriores.

A fala ocorreu durante a campanha do segundo turno. Na entrevista, a jornalista perguntou por que a correção só havia sido anunciada perto da votação do primeiro turno. Lula atribuiu o momento do anúncio ao desconhecimento da falta de reajuste, sem apresentar uma data anterior em que teria tomado ciência do problema.

Orçamento de 2027 não previa correção

O governo havia enviado ao Congresso, em 31 de agosto, a proposta de Orçamento para 2027 sem previsão de reajustar o piso do Bolsa Família. O valor mínimo continuaria em R$ 600, segundo reportagem do Metrópoles sobre o projeto. A proposta foi apresentada pouco mais de duas semanas antes do anúncio do novo valor.

O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social informou que a correção de 15,04% considera a inflação medida pelo INPC entre março de 2023 e agosto de 2026. Segundo a pasta, esta foi a primeira atualização dos valores pela inflação desde a retomada do atual modelo do programa, em 2023.

Novo piso vale na folha de outubro

O Decreto nº 13.120, assinado em 17 de setembro, elevou o valor mínimo garantido às famílias para R$ 691. Esse é o piso, não o pagamento de todas as famílias: o total recebido depende da composição familiar e dos adicionais previstos no programa.

De acordo com o ministério, os novos valores começaram a valer na folha de outubro e ficaram disponíveis aos beneficiários a partir de segunda-feira (19/10). O benefício médio estimado passou de R$ 675 para R$ 777. O segundo turno da eleição presidencial está marcado para 25 de outubro, conforme o calendário do Tribunal Superior Eleitoral.

Em vídeo


Fontes

]]>