Apoiadores de Lula deixam a Paulista cheia de lixo após ato na véspera do 2º turno
Campanha prometeu distribuir sacos de lixo, mas pista e calçadas ficaram tomadas de sujeira. No ato de 11 de outubro, a avenida já tinha terminado com pichações e estações depredadas.
Os apoiadores de Lula foram embora da Avenida Paulista neste sábado (24) e deixaram para trás pista e calçadas cheias de lixo. O ato do PT aconteceu a poucas horas do 2º turno, marcado para este domingo (25).
Imagens gravadas depois da dispersão mostram a avenida repleta de lixo e sujeira no trecho onde os militantes se concentraram para ver o presidente e candidato à reeleição.
A cena contradiz o que a própria campanha anunciou antes do ato. O comitê de Lula disse ter feito orientação aos militantes nas redes sociais e prometeu a “distribuição de sacos de lixo” para ajudar na limpeza dos espaços públicos depois do evento.
O lixo na Paulista depois do ato de Lula
A promessa dos sacos de lixo veio no mesmo dia em que a campanha brigava com o Metrô por causa da proteção das estações. O PT afirmou que o Metrô pediu a interrupção da instalação de tapumes no entorno dos acessos, horas antes do ato.
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O Metrô respondeu que “as estratégias operacionais são estritamente técnicas e se adequam aos cenários para garantir a segurança de todos”. Para este sábado, a companhia instalou “gradis direcionadores ao redor dos vidros dos acessos das estações da avenida Paulista”.
A preocupação com as estações não era à toa. Ela vem do que aconteceu na mesma avenida duas semanas antes.
O histórico: pichação e depredação no ato de 11 de outubro
No domingo, 11 de outubro, outro ato pró-Lula na Paulista terminou com estragos. Segundo a Polícia Militar, portas e grades foram quebradas na estação Consolação. Houve vandalismo também na Trianon-Masp.
O Metrô contabilizou oito placas de vidro danificadas nas coberturas dos acessos voltados para a avenida. Três estações da Linha 2-Verde foram atingidas: Brigadeiro, Trianon-Masp e Consolação. Os ataques ocorreram durante a dispersão do público, depois do fim da manifestação.
Mesmo assim, a PM afirmou em nota que “a dispersão ocorreu sem nenhuma ocorrência grave”. A corporação disse que vai analisar as câmeras da avenida para identificar os envolvidos, e a Polícia Civil também vai examinar as imagens.
Na manhã seguinte, a conta foi para a cidade. A Secretaria Municipal das Subprefeituras mobilizou equipes “em toda a extensão da Avenida Paulista” com “serviço de coleta de lixo”, além da limpeza da via, das calçadas e de fachadas e muros pichados. Pelo menos três caminhões foram usados no trabalho, dois deles só para a limpeza.
O que vem depois do ato na Paulista
Os brasileiros voltam às urnas neste domingo (25) para escolher entre Lula e Flávio Bolsonaro no 2º turno. A Paulista amanhece no dia da votação com a sujeira deixada pelo último ato da campanha petista em São Paulo.
Pela segunda vez em duas semanas, a avenida mais simbólica da cidade termina um ato pró-Lula precisando de faxina. E, de novo, quem paga a limpeza é o contribuinte paulistano.
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