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Território Terça-feira, 20 de outubro de 2026

Eleições 2026

‘Malandro carioca’: Lula ataca Flávio em debate da Band e ouve resposta

Candidatos discutiram segurança, economia e corrupção no primeiro confronto direto do segundo turno; votação será no domingo (25).

'Malandro carioca': Lula ataca Flávio em debate da Band e ouve resposta
Reprodução

Lula (PT) chamou Flávio Bolsonaro (PL) de “malandro carioca” no debate da Band, realizado no domingo (18), em São Paulo. O senador reagiu dizendo que o presidente havia ofendido os moradores do Rio de Janeiro. Foi o primeiro confronto direto entre os candidatos no segundo turno da eleição presidencial.

A expressão surgiu quando os dois discutiam gastos públicos. Flávio prometeu cortar despesas do governo e combater a corrupção. Lula contestou as cifras apresentadas pelo adversário e disse que ele mentia. Mais tarde, apoiadores do senador passaram a divulgar a frase “carioca não é malandro” nas redes sociais.

O encontro teve três blocos, com perguntas dos mediadores e confronto entre os candidatos. Segurança pública, dívida das famílias, programas sociais e acusações de corrupção ocuparam parte da discussão.

Debate da Band: Lula e Flávio divergem sobre segurança

Na abertura, Flávio prometeu classificar o PCC, o Comando Vermelho e as milícias como organizações narcoterroristas. Também disse que pretende ampliar as vagas em presídios e recuperar áreas dominadas por grupos criminosos. “Eu vou recuperar cada metro, eu vou recuperar cada rua, eu vou recuperar cada bairro”, afirmou.

Lula citou a lei antifacção aprovada durante seu governo. Defendeu ainda uma participação maior da União no combate ao crime e disse que criará um Ministério da Segurança Pública se o Senado aprovar a PEC da Segurança. A Agência Lupa confirmou que a lei foi proposta pelo Executivo e sancionada em março. A checagem ressalvou a fala de Flávio sobre líderes de facções ficarem até 80 anos presos: a legislação limita, como regra, o tempo de cumprimento de pena a 40 anos.

Dívidas e custo de vida entram na disputa

Flávio afirmou que abriria espaço de mais de R$ 200 bilhões no Orçamento para ajudar famílias endividadas e o governo a pagar dívidas. Ele não explicou de onde viria o recurso. Também questionou o preço do arroz, do feijão e da carne. Lula defendeu medidas para fazer o dinheiro circular e aumentar o consumo.

Os dois tiveram números contestados. A Lupa confirmou que a dívida bruta do governo geral havia alcançado R$ 11,1 trilhões em agosto, valor próximo ao citado por Flávio, mas observou que o indicador inclui União, INSS, estados e municípios. A agência também apontou que Lula errou ao afirmar que recebeu de Jair Bolsonaro um déficit primário de 2,8%: o governo central encerrou 2022 com superávit primário de R$ 54,1 bilhões, resultado influenciado pelo adiamento de precatórios.

Acusações marcam reta final antes do voto

Os candidatos se cobraram explicações sobre suspeitas envolvendo pessoas próximas a ambos. Lula desafiou Flávio a abrir os sigilos bancário e telefônico e disse que faria o mesmo com sua família. O senador afirmou que não tinha nada a esconder. As acusações feitas no palco não equivalem à comprovação de crimes.

Na discussão sobre o voto em presídios, Flávio perguntou sobre o apoio de detentos ao petista. Lula respondeu: “Eu quero que votem 100%, até teu pai”, em referência a Jair Bolsonaro. Houve ainda interrupções das falas finais por discussões entre integrantes das comitivas, segundo a CNN Brasil.

O segundo turno está marcado para domingo, 25 de outubro, conforme o calendário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Em vídeo





Fontes

Band · TSE · Agência Lupa · CNN Brasil · Itatiaia · Poder360 · Claudio Dantas · Bahia Notícias

Redação Território
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