‘Momento de união’: Michelle diz que Bolsonaro agradece campanha de Flávio
Ex-primeira-dama nega que o ex-presidente culpe Tarcísio, Damares, Nikolas e Malafaia pela derrota e pede que a base não caia em notícias falsas
Jair Bolsonaro (PL) é grato a cada um que se empenhou na campanha de Flávio Bolsonaro à Presidência. O recado veio de Michelle Bolsonaro (PL), senadora eleita pelo Distrito Federal, em texto publicado nas redes nesta sexta-feira (30/10). “O meu marido ressalta que é momento de união e não de procurar culpados”, escreveu.
A mensagem chega cinco dias depois do segundo turno e em meio a uma onda de ataques entre aliados. Michelle negou que o ex-presidente responsabilize o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, a senadora Damares Alves, o deputado Nikolas Ferreira ou o pastor Silas Malafaia pelo resultado. Segundo ela, Bolsonaro tem por eles respeito, carinho e gratidão.
A ex-primeira-dama também pediu que os apoiadores não caiam em notícias falsas que, segundo ela, tentam dividir a direita.
Bolsonaro agradece campanha de Flávio, diz Michelle
No texto, Michelle conta que ela e Jair, a quem chamou de “meu galego e nosso líder”, têm “conversado sobre isso”. E descreve o que ouve do marido.
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“Ele sempre diz que é muito grato pelo empenho e sacrifício”, escreveu, sobre o esforço que cada aliado fez “em prol da campanha do Flávio”.
“Ele lembra de cada um e reconhece com muita gratidão a mobilização de todos”, continuou a senadora eleita.
O agradecimento se estende à militância que foi às ruas. “Em nossas conversas, o Jair sempre manifesta um carinho e uma gratidão especial a todas os apoiadores que se doaram porque acreditam em um futuro melhor para o Brasil e para os brasileiros”, afirmou Michelle.
Sem caça a culpados
O recado tem endereço. Desde o fim da apuração, nomes de peso da direita passaram a ser alvo de cobranças nas redes, entre eles Tarcísio, Damares, Nikolas e Malafaia. Michelle saiu em defesa dos quatro e deixou claro que a cobrança não parte do ex-presidente.
Ao dizer em nome do marido que é “momento de união”, Michelle fecha a porta para a disputa interna e põe o próprio Bolsonaro como fiador da paz na direita.
A eleição foi apertada. Lula (PT) somou cerca de 64 milhões de votos no segundo turno, contra cerca de 60 milhões de Flávio. Uma diferença de aproximadamente 4 milhões de eleitores num país de mais de 150 milhões de aptos a votar, e que deixa a oposição com uma base gigante nas mãos para os próximos quatro anos.
O que vem agora
Michelle assume a cadeira no Senado em fevereiro de 2027, ao lado de Damares, na bancada do Distrito Federal. Nikolas segue como uma das vozes mais fortes da oposição na Câmara. E Tarcísio continua como a principal liderança da direita no comando de um estado.
O recado de Bolsonaro, levado por Michelle, é para que esse grupo chegue unido ao quarto mandato de Lula e à oposição que vai cobrá-lo no Congresso a partir de agora.
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