Justiça – Território https://territorio.news A verdade. Sempre. Tue, 20 Oct 2026 08:07:00 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1.3 PGR se opõe a investigar André Mendonça no caso Banco Master https://territorio.news/justica/pgr-se-opoe-a-investigar-andre-mendonca-no-caso-banco-master/ Tue, 20 Oct 2026 08:07:00 +0000 https://territorio.news/uncategorized/pgr-se-opoe-a-investigar-andre-mendonca-no-caso-banco-master/ A Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou contra a abertura de uma investigação por abuso de autoridade contra o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), por sua atuação no caso Banco Master. O parecer foi enviado ao presidente da Corte, Edson Fachin, no sábado (17/10), em resposta a um pedido do ministro Alexandre de Moraes.

Segundo reportagens que tiveram acesso à manifestação sigilosa, a PGR avaliou que os relatórios de inteligência da Polícia Federal apresentados por Moraes não têm valor de prova e não mostram conduta enquadrável na Lei de Abuso de Autoridade. A posição do órgão não encerra o caso: a autorização para investigar um integrante do STF cabe ao plenário do tribunal.

Por que a PGR se opõe a investigar André Mendonça no caso Banco Master

Moraes usou relatórios internos da PF para sustentar que Mendonça teria direcionado investigações sob sua relatoria, incluindo as do Banco Master e de suspeitas de fraudes no INSS. O ministro apontou possíveis indícios de abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade. São alegações de Moraes, contestadas por Mendonça.

No parecer, a PGR reconhece que os relatórios sugerem uma direção das investigações que pode suscitar dúvidas sobre a neutralidade do relator. O órgão conclui, porém, que a representação não demonstra um ato punível pela lei de abuso de autoridade. Também observa que os próprios relatórios advertem não possuir valor probatório e que não deram origem a diligências investigativas.

O que a PGR diz sobre outras formas de apuração

A manifestação distingue o pedido de investigação criminal de outras formas de responsabilização. Segundo a PGR, eventuais crimes de responsabilidade atribuídos a ministros do STF são de competência do Senado. Já uma ação por improbidade administrativa seguiria procedimento próprio e não depende da autorização prévia do plenário citada no parecer.

O pedido de Moraes foi apresentado em 3 de setembro, após a divulgação de material da PF sobre mensagens enviadas por Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, a um número atribuído a Moraes. Fachin abriu um procedimento específico para examinar as manifestações dos ministros e solicitou a análise da PGR.

O que acontece agora no STF

Fachin deverá avaliar o parecer e definir o encaminhamento do pedido. A PGR defende que a representação não tem condições de avançar, mas ressalva que o plenário do STF pode decidir de forma diferente ao examinar a autorização para investigar um integrante da Corte. Até a manhã desta terça-feira (20/10), as reportagens consultadas não registravam uma decisão final sobre o pedido de Moraes.

Fontes

UOL · Folha de S.Paulo · Portal 98 FM Natal · Claudio Dantas

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Vorcaro ofereceu R$ 1 milhão para segurar reportagem da Folha, indicam mensagens https://territorio.news/justica/vorcaro-ofereceu-r-1-milhao-para-segurar-reportagem-da-folha/ Sun, 18 Oct 2026 22:02:00 +0000 https://territorio.news/uncategorized/vorcaro-ofereceu-r-1-milhao-para-segurar-reportagem-da-folha/ Daniel Vorcaro ofereceu R$ 1 milhão ao assessor Guilherme Barros caso ele conseguisse impedir a publicação de uma reportagem da Folha de S.Paulo sobre o Banco Master. A oferta aparece em mensagens de agosto de 2024 divulgadas pelo Metrópoles na sexta-feira (16/10). A Folha nega ter segurado ou suavizado o texto.

Na conversa reproduzida pelo portal, Vorcaro pede a Barros que use seus contatos para evitar a publicação. No dia seguinte, o assessor informa que a Folha iria esperar. A reportagem foi publicada em 30 de agosto de 2024 e permanece no site do jornal, com atualização feita em novembro de 2025.

Vorcaro ofereceu R$ 1 milhão para segurar reportagem da Folha, dizem mensagens

Em 7 de agosto de 2024, Vorcaro escreveu ao assessor: “se voce conseguir segurar e nao sair nada vc tem um prêmio de R$ 1mm”. Na mesma troca, afirmou que a publicação naquele momento poderia “quebrar o banco”. As mensagens foram reproduzidas pelo Metrópoles, que atribuiu a Vorcaro a tentativa de interferir na reportagem.

No dia 8, Barros respondeu: “A Folha vai segurar a matéria. O Sérgio me respondeu agora”. A referência era a Sérgio Dávila, diretor de redação do jornal. Outra mensagem de Barros diz que Dávila pediu uma data para tomar café com o banqueiro. O encontro ocorreu na sede da Folha, segundo os relatos publicados pelos dois veículos.

Após a publicação, Barros escreveu a Vorcaro que a matéria havia saído, porém “muito mais branda”. O Metrópoles afirma que o assessor recebeu R$ 1 milhão. Os diálogos reproduzidos mostram a oferta e a conversa posterior sobre uma remuneração, mas não trazem, por si só, comprovante bancário do valor.

Folha nega adiamento e mudança no texto

A Folha afirma que a reportagem ainda não estava pronta quando Vorcaro pediu tempo para apresentar sua versão. Segundo o jornal, Barros solicitou o encontro e pediu que a visita não fosse registrada na coluna Painel. A direção diz que a matéria saiu no prazo previsto e em sua versão original.

O jornal também afirma que Dávila só soube do pagamento ao assessor depois que as mensagens vieram a público. Em resposta ao Metrópoles, a Folha disse que as alterações posteriores na reportagem serviram para incluir a prisão de Vorcaro e a liquidação do Master, ocorridas em novembro de 2025. A Folha classificou a publicação do concorrente como retaliação a reportagens sobre a relação do Metrópoles com o banqueiro.

Barros, por sua vez, disse ao Metrópoles que prestou serviços de assessoria ao Master até 2025 e que a reportagem da Folha foi publicada com “absoluta independência editorial”. O texto original, assinado por Júlia Moura e Joana Cunha, tratava da expansão do banco e também registrava questionamentos sobre suas operações e sua capacidade de pagamento.

Fontes

Folha de S.Paulo · Metrópoles

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‘Não vou poupar ninguém’: Luchsinger contesta Lula e fala em delação https://territorio.news/justica/nao-vou-poupar-ninguem-luchsinger-contesta-lula-e-fala/ Sun, 18 Oct 2026 01:25:00 +0000 https://territorio.news/uncategorized/nao-vou-poupar-ninguem-luchsinger-contesta-lula-e-fala/ A empresária Roberta Luchsinger disse que quer fazer uma delação premiada e que não poupará ninguém, inclusive o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seu filho Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. A declaração foi dada em entrevista à CNN Brasil exibida no sábado (17/10). Investigada pela Polícia Federal por suspeita de tráfico de influência, ela contestou falas de Lula sobre sua atuação e sobre a relação do filho com ministros do governo.

Luchsinger afirmou que pode fornecer detalhes além das mensagens já obtidas pelos investigadores. Não apresentou, na entrevista, provas das acusações que dirigiu ao presidente nem especificou quais informações levaria a uma eventual colaboração. Sua disposição de falar não significa que um acordo de delação tenha sido firmado.

O Palácio do Planalto diz que Lula desconhece os fatos relatados pela empresária e jamais manteve interlocução com ela. A defesa de Lulinha nega irregularidades e afirma que a relação dele com políticos e ministros é pessoal.

Luchsinger fala em delação e diz que não poupará Lula

Na entrevista, Luchsinger disse que seus dados e seu celular estão à disposição da Justiça. Ao ser questionada sobre o que ainda poderia acrescentar, mencionou conversas e situações que, segundo ela, não aparecem no WhatsApp. Declarou: “Eu quero fazer uma delação premiada”. Também afirmou: “Eu não vou poupar ninguém”.

A empresária é investigada em desdobramentos da Operação Sem Desconto, que apura suspeitas envolvendo descontos indevidos em benefícios do INSS. Segundo a CNN, ela foi alvo de busca e apreensão, bloqueio de bens e determinação de uso de tornozeleira eletrônica. Luchsinger nega ter participado do esquema de descontos e diz que seu trabalho para o empresário Antônio Camilo Antunes, outro investigado, tratava de regras para produtos de canabidiol.

Ela afirmou ter apresentado Antunes a Lulinha em um encontro social, sem finalidade de negócios. Disse ainda que não tinha atuação profissional com o filho do presidente. Essas versões integram a defesa pública da empresária e não encerram as apurações da PF.

Encontros com ministros são contestados

Luchsinger disse ter visto Lulinha com ministros “inúmeras vezes” e afirmou que integrantes do governo procuravam ela e o filho do presidente para obter ajuda com agendas. Citou Leonardo Barchini, da Educação, e Frederico de Siqueira Filho, das Comunicações, entre pessoas que, segundo ela, frequentavam sua casa em Brasília.

De acordo com o Poder360, o Ministério da Educação negou qualquer discussão ou tratativa com Luchsinger ou Lulinha. O Ministério das Comunicações negou pedidos de acesso à agenda presidencial por meio dos dois e disse que os contatos foram feitos pelos canais institucionais. Camilo Santana, ex-ministro da Educação citado pela empresária, negou encontros com Lulinha para tratar de assuntos do governo.

A equipe de Lula afirma que o presidente nunca recebeu demandas de Luchsinger e que não existe contrato do governo federal com ela. A defesa de Fábio Luís diz que ele não cometeu irregularidade, colocou seus dados à disposição da Justiça e comprovará sua versão nos autos. O Planalto também questionou o momento das declarações, divulgadas às vésperas do segundo turno da eleição presidencial.

Lula e Luchsinger voltam a trocar acusações

No debate da Band de domingo (18/10), Lula voltou a dizer que Luchsinger mente e afirmou que eventuais irregularidades envolvendo seu filho devem ser investigadas pela Polícia Federal. A empresária respondeu em vídeo publicado nas redes sociais: “Mentiroso é você”. Ela disse que não poderia detalhar tudo o que sabe porque os inquéritos estão sob segredo de Justiça.

Até a manhã desta terça-feira (20/10), a declaração pública de intenção de colaborar era o fato confirmado. O conteúdo de uma possível delação e a veracidade das acusações feitas na entrevista dependem da investigação e de eventual apresentação de provas às autoridades.

Em vídeo





Fontes

CNN Brasil · Poder360 · Metrópoles · Estado de Minas

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Advogado da Trump Media critica ordem de prisão contra Eduardo Bolsonaro https://territorio.news/justica/advogado-da-trump-media-critica-ordem-de-prisao-contra/ Sat, 17 Oct 2026 17:59:00 +0000 https://territorio.news/uncategorized/advogado-da-trump-media-critica-ordem-de-prisao-contra/ O advogado Martin De Luca, que representa a Trump Media e o Rumble em uma ação nos Estados Unidos, criticou a ordem de prisão contra Eduardo Bolsonaro. Em publicação no X repercutida em 13 de outubro, ele chamou a medida do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de “uma das últimas tentativas desesperadas de preservar o reinado da censura no Brasil”.

Moraes determinou a expedição do mandado em 8 de outubro, depois de declarar encerrada a fase de recursos e mandar executar a pena de quatro anos e dois meses de prisão imposta ao ex-deputado. Eduardo está nos Estados Unidos. A ordem também incluiu o cancelamento de seus passaportes, segundo a Agência Brasil.

Advogado de Trump comenta ordem de prisão de Eduardo Bolsonaro

De Luca escreveu que a história poderia registrar a decisão como uma das últimas tentativas de manter o que ele considera censura no país. Também afirmou acreditar que esse cenário terminaria em breve e disse que haveria uma resposta na semana seguinte. Trata-se da avaliação política do advogado, não de uma conclusão do processo judicial.

O advogado ainda comentou a eleição presidencial brasileira e manifestou apoio a Flávio Bolsonaro, irmão de Eduardo. Flávio disputa o segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A votação está marcada para 25 de outubro, conforme o calendário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

STF condenou Eduardo por coação no curso do processo

Em junho, a Primeira Turma do STF condenou Eduardo por unanimidade pelo crime de coação no curso do processo. A pena foi fixada em quatro anos e dois meses de reclusão, em regime inicial semiaberto. O colegiado entendeu que o então deputado atuou para interferir no julgamento da ação penal contra seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Segundo a denúncia da Procuradoria-Geral da República, Eduardo fez gestões para que o governo norte-americano adotasse sanções contra autoridades brasileiras e medidas econômicas contra o país. No julgamento, a Defensoria Pública da União argumentou que a atuação política do ex-deputado não lhe dava poder para impor essas medidas e não configurava grave ameaça. O STF rejeitou essa tese.

Após a rejeição de recurso da defesa, Moraes determinou o início da execução da pena. A expedição do mandado não significa que Eduardo tenha sido preso: ele continuava nos Estados Unidos quando a decisão foi divulgada.

De Luca também fez comentário sobre Gilmar Mendes

Na mesma sequência de publicações, De Luca ironizou Gilmar Mendes ao compartilhar uma notícia segundo a qual o ministro teria recebido conselhos para se afastar de Moraes. O advogado escreveu que o conselho “ainda precise ser soletrado para Gilmar”. A fala se refere a uma informação atribuída ao blog de Lauro Jardim, sobre a repercussão do caso Banco Master.

De Luca atua no processo aberto nos Estados Unidos por Rumble e Trump Media contra Moraes. As empresas contestam a aplicação, em território norte-americano, de ordens judiciais brasileiras relacionadas à plataforma de vídeos. Essa ação é distinta do processo criminal de Eduardo Bolsonaro no STF.

Fontes

STF · TSE · Agência Brasil · Gazeta do Povo · Terra Brasil Notícias

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