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Território Domingo, 1 de novembro de 2026

Brasil

Padilha descarta surto com Rio a 74 casos de mpox em dois meses, sete vezes mais

Capital teve 45 casos só em setembro e soma 167 no ano; ministro só reforçou o envio de vacinas depois de dois meses de alta e diz que a situação é diferente de 2022

Padilha descarta surto com Rio a 74 casos de mpox em dois meses, sete vezes mais
Reprodução/Otempo

A cidade do Rio de Janeiro registrou 74 casos de mpox em setembro e outubro. É sete vezes mais que os 10 casos do mesmo período de 2025, segundo o Observatório Epidemiológico da Prefeitura do Rio.

Setembro puxou a alta. Foram 45 casos em um único mês, o maior número desde o começo de 2025. Outubro teve mais 29. No acumulado do ano, a capital já soma 167 casos confirmados.

Diante dos números, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou neste sábado (31) um reforço no envio de vacinas para o Rio. E tratou de afastar a palavra surto.

O que disse Padilha sobre os casos de mpox no Rio

“Reforçamos o volume de vacinas para o Rio de Janeiro para o controle dos casos atuais”, escreveu o ministro. Na mesma mensagem, ele afirmou que “a situação atual, com 665 casos da doença no Brasil no ano, é bem diferente do surto enfrentado em 2022”, quando o país passou de 11 mil infectados.

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Padilha também deixou claro que não haverá ampliação do público. “A vacinação permanece direcionada aos grupos recomendados”, disse.

O reforço chega depois de dois meses seguidos de alta na capital fluminense, com o pior mês do período já registrado em setembro. E vem às vésperas das festas de fim de ano, período de aglomeração na cidade.

Quem pode tomar a vacina

A vacina contra a mpox não faz parte do calendário de rotina do Programa Nacional de Imunizações. A aplicação antes da exposição, segundo o Ministério da Saúde, prioriza quem tem maior risco de evoluir para as formas graves da doença.

Podem se vacinar:

  • homens cisgêneros, travestis e mulheres transexuais com 18 anos ou mais que vivem com HIV e estão com a imunidade baixa;
  • profissionais de laboratório de 18 a 49 anos que trabalham diretamente com o vírus;
  • pessoas que tiveram contato de alto ou médio risco com fluidos e secreções de casos suspeitos, prováveis ou confirmados.

Depois do contato com um infectado, a dose deve ser aplicada em até quatro dias. Sem sintomas, o prazo vai a até 14 dias.

Sintomas e tratamento

A mpox é transmitida principalmente pelo contato próximo com lesões, fluidos e secreções de uma pessoa infectada. O período de incubação vai de 3 a 16 dias. Não existe remédio específico para a doença, e a melhora costuma ocorrer entre duas e quatro semanas.

Quem tiver lesões na pele, febre ou ínguas depois de um contato de risco deve procurar uma unidade de saúde.

O que vem agora

Com a alta de setembro e outubro, a capital entra em novembro sob pressão. O ministério promete mais doses, mas mantém a vacina restrita aos mesmos grupos. Os próximos boletins do Observatório Epidemiológico vão mostrar se o reforço anunciado por Padilha chegou a tempo de conter o avanço antes do Réveillon.

Redação Território
Redação Território

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