‘Talvez eu tenha que destruir o resto’: Trump ameaça o Irã de novo
No Salão Oval, presidente dos EUA diz que Teerã nunca terá arma nuclear, que 'não faz nada sem a nossa aprovação' e que a decisão sai em breve
Donald Trump voltou a ameaçar o Irã. Nesta quinta-feira (5), no Salão Oval da Casa Branca, o presidente dos Estados Unidos disse que preferiria não destruir o que resta do país, “se possível, mas talvez eu tenha que fazê-lo”. E completou: “Vocês saberão em breve”.
A fala veio no mesmo dia em que Trump se reuniu com a equipe de segurança nacional para discutir se Washington retoma as operações militares contra Teerã. A guerra, iniciada por Estados Unidos e Israel em 28 de fevereiro, está numa trégua frágil desde abril.
Trump também disse que o Irã levaria 25 anos para se reconstruir depois do conflito. E deixou claro quem, na visão dele, manda na situação: “Eles não estão fazendo nada sem a nossa aprovação”.
O que Trump disse na nova ameaça ao Irã
O presidente repetiu a linha que sustenta desde o início da guerra: o regime dos aiatolás não terá a bomba. “Não faz diferença o que eles estão analisando. Eles não vão ter uma arma nuclear”, afirmou.
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Trump disse que os Estados Unidos controlam “tudo o que queremos controlar” no Irã e que a próxima decisão é se o país vai “além” para garantir que o programa nuclear iraniano não volte. “Agora vamos tomar uma decisão: queremos ir além e certificar isso? Certificar significa que nunca mais vai acontecer”, disse.
A ameaça de destruir “o resto” do país foi a frase mais dura da entrevista. O presidente não detalhou quais alvos estariam em jogo nem deu data para a decisão.
Trégua frágil e negociação pelo Catar
A ofensiva de fevereiro mirou os programas de mísseis balísticos e nuclear do regime. O Irã respondeu com ataques a Israel e a países árabes da região e fechou o Estreito de Ormuz, rota vital do petróleo.
Em abril, o conflito entrou numa trégua instável. Israel praticamente suspendeu os bombardeios, e os Estados Unidos passaram a bloquear os portos iranianos. Desde então, há escaramuças esporádicas pelo controle do estreito.
Na frente diplomática, mediadores liderados pelo Catar apresentaram a Teerã propostas sobre o programa nuclear. O regime, porém, condiciona a conversa a sete exigências feitas em agosto, entre elas indenização de guerra, desbloqueio de ativos, fim das sanções e retirada das tropas americanas da região.
O que vem agora
O emir do Catar, Tamim bin Hamad Al Thani, telefonou para Trump e pediu que Washington evite uma nova escalada.
A decisão, segundo o próprio Trump, está próxima. Com o Irã travando a negociação com exigências e a Casa Branca dizendo que nada se move em Teerã sem o aval americano, o recado do Salão Oval foi direto: ou o regime cede no programa nuclear, ou os bombardeios podem voltar.
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