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Território Quarta-feira, 21 de outubro de 2026

Justiça

PF pede mais prazo para investigar Lulinha em dois inquéritos no STF

Polícia Federal afirma que ainda precisa de diligências no Ministério da Saúde, na Dataprev e em outros órgãos federais.

PF pede mais prazo para investigar Lulinha em dois inquéritos no STF
Reprodução/CNN Brasil

A Polícia Federal pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) mais prazo para investigar Lulinha, filho do presidente Lula, em dois inquéritos sobre suspeita de tráfico de influência no governo federal. Os pedidos foram apresentados em 2 de outubro. Segundo a PF, os 60 dias iniciais não bastaram para concluir as diligências.

A investigação ainda busca informações no Ministério da Saúde, na Dataprev e em outros órgãos federais. Até a tarde desta quarta-feira (21/10), não havia decisão sobre a prorrogação. O pedido chega quatro dias antes do segundo turno da eleição presidencial, marcado para domingo (25/10), quando Lula disputa a Presidência com Flávio Bolsonaro.

PF pede mais prazo para investigar Lulinha e rastrear viagens

A PF quer saber quem pagou viagens de Lulinha dentro e fora do país e em quais deslocamentos ele esteve com Roberta Luchsinger. Os investigadores também pediram informações sobre movimentações financeiras, participações em empresas e registros de agendas e reuniões de pessoas investigadas em órgãos federais.

Uma das frentes apura a suspeita de que Lulinha e Roberta tenham atuado na intermediação de um negócio ligado à cannabis medicinal no Ministério da Saúde. A outra investiga uma possível atuação em favor de uma empresa de tecnologia junto ao governo federal. São suspeitas sob apuração, sem conclusão anunciada pela PF.

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Ao justificar o prazo adicional, a corporação afirmou que os resultados das diligências são necessários para esclarecer os fatos e definir se outras medidas investigativas serão necessárias. A PF também busca detalhar as relações de Lulinha e Roberta com Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS.

Suspeitas surgiram na Operação Sem Desconto

Lulinha entrou no foco das apurações após a PF encontrar, no celular apreendido de Roberta, mensagens sobre negócios dela com Antunes. Roberta é próxima do filho do presidente. Segundo a investigação, essa conexão abriu novas linhas de apuração sobre possíveis interesses em órgãos do governo Lula.

A Operação Sem Desconto investiga um esquema de descontos associativos não autorizados em aposentadorias e pensões. A ligação com essa operação explica a origem das suspeitas sobre Lulinha, mas os dois pedidos de prorrogação tratam de possíveis atuações no Ministério da Saúde e na área de tecnologia do governo.

Pedido aguarda decisão no STF

Os pedidos foram dirigidos ao ministro André Mendonça, relator dos dois inquéritos. A tramitação, porém, foi encaminhada ao gabinete do presidente do STF, Edson Fachin. O tribunal ainda terá de decidir se concede à PF mais tempo para as diligências.

A defesa de Lulinha afirma que a PF não encontrou provas contra ele e chama as novas medidas de “pesca probatória”. Também sustenta que documentos bancários colocados à disposição das autoridades não mostram pagamentos de Roberta a Lulinha. A PF mantém o pedido para aprofundar as investigações sobre a possível influência em órgãos do governo federal.

Redação Território
Redação Território

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