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Território Domingo, 25 de outubro de 2026

Eleições 2026

Bruno Reis acusa sindicalistas de colar adesivo do PT em ônibus de Salvador

Prefeito diz que veículos só saíram da garagem depois da retirada do 13; PT foi ao TRE, que mandou prender o secretário de Mobilidade

Bruno Reis acusa sindicalistas de colar adesivo do PT em ônibus de Salvador
Reprodução/Bahia

O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), acusa sindicalistas de colar adesivos do PT nas janelas de ônibus da cidade na manhã deste domingo (25), dia do segundo turno. Segundo ele, foi isso que segurou parte da frota nas garagens. Ao menos 75 ônibus ficaram parados.

“Foram para a porta da empresa de ônibus e colocaram adesivos do PT nas janelas”, disse o prefeito. “Por isso os ônibus foram retidos até a retirada dos adesivos.”

A Secretaria de Mobilidade (Semob) fala em “ocorrências de adesivação clandestina de veículos” e lembra que é “proibido pela lei eleitoral que os ônibus saiam das garagens com adesivos que façam propaganda de qualquer um dos candidatos”.

O que diz a Prefeitura sobre o adesivo do PT nos ônibus de Salvador

Pela versão da Semob, os adesivos traziam o número 13 e o candidato Lula. A secretaria tratou o material como propaganda irregular e diz que a saída dos ônibus só foi possível depois que os adesivos foram retirados.

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Em nota, a pasta afirmou que “a situação foi contornada após o diálogo entre equipes de operação da secretaria e de entidades do sindicato”. Ou seja, o impasse passou pela mesa dos sindicalistas antes de os veículos voltarem às ruas.

Enquanto isso, passageiros reclamaram de pontos e estações cheios em vários bairros da capital.

PT vai ao TRE e pede cadeia

A Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV, levou o caso ao Tribunal Regional Eleitoral da Bahia. No pedido, a coligação do presidente afirmou que o sistema rodava “com redução superior a 50% em comparação ao serviço habitual em dias úteis”.

O presidente do TRE-BA, desembargador Mauricio Kertzman Szporer, mandou restabelecer na hora a frota integral, sob multa de R$ 1 milhão por hora. A multa recai de forma solidária sobre o Município, o secretário de Mobilidade e as concessionárias. Ele também determinou a prisão em flagrante do secretário Pablo Souza, a ser cumprida pela Polícia Federal.

Antes da decisão, houve vistoria na sede do BRT, na Avenida Barros Reis. O supervisor do local confirmou circulação abaixo do habitual.

O PT não se limitou ao secretário. O ex-governador Rui Costa (PT) mirou o próprio prefeito: “Precisa ser preso”, disse sobre Bruno Reis.

Prefeito rebate a tese de boicote

Bruno Reis rejeita a ideia de que a Prefeitura tenha esvaziado a frota para atrapalhar o eleitor de Lula. O argumento é aritmético e político ao mesmo tempo.

“Objetivamente, nunca tivemos problemas e Lula sempre venceu as eleições em Salvador”, afirmou.

A frase expõe a contradição da acusação petista: a capital baiana é reduto histórico do presidente, e a Prefeitura não teria o que ganhar travando ônibus num domingo de votação. Pela versão da Semob, quem levou o 13 de Lula para as janelas dos coletivos foram sindicalistas.

O que vem agora

A multa de R$ 1 milhão vale para cada hora de descumprimento da ordem. A acusação de propaganda irregular dentro das garagens, feita pela Prefeitura, ainda não tem responsável identificado publicamente. Bruno Reis trata a adesivação como crime eleitoral, e a pressão agora recai sobre quem colou o número do PT nos ônibus.

Redação Território
Redação Território

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