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Território Segunda-feira, 26 de outubro de 2026

Eleições 2026

‘É impossível reconhecer’: Flávio Bolsonaro vai pedir anulação da eleição

Senador acusa Zanin, ex-advogado de Lula, de mudar a regra do jogo ao prorrogar a votação no 2º turno e diz que o jurídico do PL vai à Justiça

'É impossível reconhecer': Flávio Bolsonaro vai pedir anulação da eleição
Reprodução/Gazeta do Povo

Flávio Bolsonaro (PL) não reconhece o resultado do 2º turno e vai pedir a anulação da eleição presidencial. “É impossível reconhecer o resultado das eleições no contexto como essas coisas aconteceram”, disse o senador na noite deste domingo (25), em Brasília.

O alvo é a decisão do ministro Cristiano Zanin, do STF, que prorrogou a votação por duas horas no fim da tarde de domingo. Zanin foi advogado de Lula antes de chegar ao Supremo e não integra o TSE. “Nós vamos usar o nosso jurídico, vamos pedir a anulação dessas eleições”, afirmou Flávio.

O pronunciamento foi feito por volta das 22h40, na casa do senador no Lago Sul, onde ele acompanhou a apuração ao lado do candidato a vice, Alfredo Gaspar, do coordenador da campanha, Rogério Marinho, e dos senadores eleitos Bia Kicis e Guilherme Derrite.

Flávio Bolsonaro e o pedido de anulação da eleição

Flávio disse que a decisão saiu às 17h01, a pedido da coligação de Lula, e acusou o ministro de favorecer o antigo cliente. “Pela primeira vez na história, o ministro da Suprema Corte, ex-advogado do Lula, dá uma canetada a pedido do ex-sócio dele”, disse. “Ele mudou a regra do jogo no meio do jogo.”

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Para o senador, a prorrogação feriu a igualdade entre os eleitores, porque as urnas não foram reabertas em todo lugar. “Foi uma quebra total de isonomia entre os brasileiros de diferentes estados”, afirmou. “Eu nunca vou saber se em algum estado onde as urnas não foram reabertas, quantos votos eu poderia ter.”

Flávio também denunciou que fiscais do PL foram tirados da sala-cofre depois da decisão. “Nossos fiscais do PL foram retirados dentro da sala-cofre a partir do momento da decisão do Zanin”, disse. E resumiu: há “muita coisa errada, muita coisa para ser esclarecida antes do Brasil reconhecer essa sacanagem”.

“O que aconteceu hoje não foi algo normal, foi inclusive inaceitável”, afirmou. E fechou: “Eu não vou desistir do meu Brasil.”

A virada no 2º turno e a decisão de Zanin

Flávio saiu do 1º turno na frente, com 47,03% dos votos válidos contra 45,16% de Lula. No 2º turno, com 100% das urnas apuradas, o TSE deu 51,79% a Lula, que soma 64.256.232 votos, contra 48,21% de Flávio, com 59.826.041.

A coligação de Lula pediu a prorrogação alegando problemas no transporte público. A campanha de Flávio também havia pedido ao TSE, na mesma tarde, horário estendido em cidades do Sul e do Sudeste atingidas por chuva, alagamentos, falta de energia e bloqueio de estradas, e que os resultados só fossem divulgados depois do fechamento das urnas nesses municípios. O ponto do senador é outro: a ordem veio de um ministro do STF de fora da Justiça Eleitoral.

Aliados engrossaram a desconfiança. O senador eleito Mauro Mendes (União Brasil-MT) disse que os números “parecem um pouco estranhos”. O presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, afirmou ter “absoluta segurança de todo o processo eleitoral”.

O que vem agora

O jurídico do PL prepara o pedido de anulação. Até a manhã desta segunda-feira (26), a ação ainda não havia sido protocolada. Flávio condiciona o reconhecimento do resultado à explicação da prorrogação e da saída dos fiscais da sala-cofre, e a pressão agora recai sobre Zanin e sobre o TSE.

Redação Território
Redação Território

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