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Território Terça-feira, 27 de outubro de 2026

Brasil

Anvisa amplia de 3 para 5 anos o prazo de uso do implante contraceptivo

Agência também libera a colocação do Implanon NXT logo após o parto ou aborto; no principal estudo, nenhuma gravidez no período extra

Anvisa amplia de 3 para 5 anos o prazo de uso do implante contraceptivo
Reprodução/Poder360

A Anvisa ampliou de três para cinco anos o prazo de uso do implante contraceptivo de etonogestrel, vendido como Implanon NXT. A decisão foi aprovada na segunda-feira (26) e publicada no Diário Oficial da União nesta terça-feira (27), na resolução 4.184/2026.

Com a mudança, uma única inserção passa a proteger contra a gravidez por cinco anos, e não mais por três. Isso reduz o número de trocas ao longo da vida da mulher.

A agência baseou a decisão em dados do quarto e do quinto ano de uso. “No principal estudo apresentado, não foram observadas gestações durante o período estendido de utilização do implante”, afirmou a Anvisa.

O que muda com o implante contraceptivo de 5 anos da Anvisa

Além do prazo maior, a Anvisa autorizou a colocação do implante logo depois do parto ou de um aborto, incluindo os de primeiro e segundo trimestres.

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Segundo a agência, a inserção imediata pode ampliar o acesso ao método e reduzir gestações não planejadas depois da alta hospitalar.

A extensão para cinco anos já era adotada por autoridades regulatórias dos Estados Unidos, do Canadá e do Reino Unido. O Brasil chega à mudança depois desses países.

Como funciona o implante

O implante é um pequeno bastão colocado sob a pele do braço. Ele libera o hormônio etonogestrel de forma contínua no organismo.

O hormônio impede a ovulação e deixa o muco do colo do útero mais espesso.

A colocação é rápida e feita no consultório, com anestesia local no braço. Não exige corte profundo nem pontos: um pequeno aplicador posiciona o bastão logo abaixo da pele.

Implante no SUS

O método foi incorporado ao SUS em 2025, e a inserção é gratuita na rede pública. A oferta é destinada a adolescentes e mulheres de 14 a 49 anos, conforme avaliação clínica.

A disponibilidade, porém, depende da demanda e da estrutura de cada município. A orientação é procurar a Unidade Básica de Saúde mais próxima para saber se o implante está disponível.

Com o prazo novo, cada unidade colocada na rede pública passa a valer por cinco anos de proteção.

Redação Território
Redação Território

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