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Território Quarta-feira, 21 de outubro de 2026

Eleições 2026

Flávio promete pena mínima de oito anos para furto de celular

Em Guarulhos, ao lado de Tarcísio, candidato reforçou discurso de segurança e criticou Lula por sua postura diante do crime.

Flávio promete pena mínima de oito anos para furto de celular
Reprodução/g1

Flávio Bolsonaro (PL) prometeu nesta quarta-feira (21), em Guarulhos (SP), pena mínima de oito anos de prisão para quem furtar celular. O candidato à Presidência falou durante um ato de campanha ao lado do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), a quatro dias do segundo turno contra o presidente Lula (PT).

No discurso, Flávio atacou a posição do governo na segurança pública. Disse que Lula briga com outros países, mas não enfrenta ladrões de celular, traficantes e agressores de mulheres. Ao público, prometeu: “Eu vou brigar por você”.

O encontro reuniu aliados políticos no Espaço Inter, na Grande São Paulo. Flávio voltou a defender trabalho para presos e castração química de condenados por estupro e abuso sexual, propostas que já havia apresentado em outros atos da campanha.

Flávio fala em oito anos para furto de celular

A promessa põe o furto de celular no centro da disputa por propostas de segurança. Hoje, o Código Penal prevê de quatro a dez anos de reclusão para a subtração desse aparelho sem violência ou grave ameaça. Para chegar ao piso de oito anos anunciado por Flávio, seria necessária uma mudança na lei.

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O senador já apresentou o Projeto de Lei 494/2025 para aumentar a punição pelo furto de celular. O texto prevê de quatro a oito anos de prisão, além de multa. Passou pela Comissão de Segurança Pública do Senado em fevereiro e aguardava a designação de relator na Comissão de Constituição e Justiça nesta quarta-feira. A proposta em tramitação, portanto, ainda não fixa os oito anos como pena mínima defendida pelo candidato.

No caso de roubo de celular, que envolve violência ou grave ameaça, a regra é outra. O Código Penal prevê pena de seis a dez anos para o roubo e aumento de um terço até a metade quando o objeto levado é um aparelho celular. Com esse acréscimo, a pena parte de oito anos.

Segurança volta ao centro da campanha

Flávio tem repetido a promessa de endurecer as penas para crimes ligados a celulares. Em agosto, durante ato no Rio de Janeiro, disse que o ladrão de celular começaria com oito anos de cadeia e teria de trabalhar para custear a estadia no presídio e indenizar a vítima. Também defendeu a castração química para estupradores e abusadores.

Em Guarulhos, a fala foi feita diante de aliados e apoiadores, com Tarcísio no palanque. O governador, reeleito no primeiro turno em São Paulo, participa da reta final da campanha presidencial de Flávio. O segundo turno será no domingo (25). Até lá, o candidato do PL mantém a cobrança a Lula sobre segurança pública como uma das marcas de sua campanha.

Redação Território
Redação Território

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