Trump cobra de Zelensky acordo de paz com a Rússia e diz que guerra pode piorar
Presidente dos EUA pressiona Kiev após reunião em Oslo; enviado americano se encontra com Putin em São Petersburgo.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, cobrou na terça-feira (20) que Volodymyr Zelensky feche um acordo de paz com a Rússia. Ao falar com jornalistas no Salão Oval da Casa Branca, ele disse que a guerra pode piorar se o presidente ucraniano não aceitar uma negociação. Também reclamou dos recursos americanos enviados à Ucrânia e afirmou que Washington não recebeu nada em troca.
A cobrança ocorreu no mesmo dia em que Zelensky se reuniu em Oslo, na Noruega, com o enviado especial americano Steve Witkoff e líderes europeus. Nesta quarta-feira (21), Witkoff levou as propostas discutidas na capital norueguesa a Vladimir Putin, em São Petersburgo. O encontro com o presidente russo durou cerca de três horas.
Trump cobra de Zelensky acordo de paz com a Rússia
Trump afirmou que a Ucrânia precisa querer encerrar a guerra e voltou a responsabilizar Zelensky pela demora de um acerto. Disse que os Estados Unidos e a Europa gastaram uma fortuna com o conflito e que os contribuintes americanos estão cansados do custo. Para o presidente, a situação vai piorar sem um acordo.
O americano também retomou o confronto público que teve com Zelensky no Salão Oval em fevereiro de 2025. Segundo Trump, o ucraniano poderia ter firmado um acordo melhor naquela ocasião. A fala ampliou a pressão sobre Kiev justamente quando representantes dos dois países tentavam construir uma proposta conjunta para apresentar a Moscou.
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Enviado dos EUA leva proposta de Oslo a Putin
Em Oslo, Zelensky conversou com Witkoff, o primeiro-ministro norueguês, Jonas Gahr Støre, e o presidente finlandês, Alexander Stubb. Jared Kushner, conselheiro de Trump, participou por vídeo. Após a reunião, Zelensky disse que Ucrânia e parceiros europeus tinham ideias para chegar à paz e defendiam um encontro entre os líderes dos três países para resolver os pontos que exigem decisão política.
Witkoff seguiu para São Petersburgo no dia seguinte. Após a conversa, o assessor de política externa do Kremlin, Yuri Ushakov, afirmou que Putin aceita, em princípio, retomar negociações com Estados Unidos e Ucrânia em novembro. Segundo Ushakov, uma nova rodada deve tratar da segurança de russos e ucranianos depois do fim da guerra. A disposição de voltar à mesa ainda não representa um acordo sobre as condições para encerrar o conflito.
As negociações trilaterais estavam paradas desde fevereiro. Agora, a pressão pública de Trump sobre Zelensky se soma à proposta levada a Putin e à expectativa de uma nova rodada de conversas no próximo mês.
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