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Território Sábado, 31 de outubro de 2026

Mundo

Sindicato e estudantes de esquerda montam acampamento ao lado do Coliseu contra Meloni

Depois de uma greve geral que terminou com jatos d'água e oito detidos em Roma, militantes da USB armam cerca de 40 barracas na via dei Fori Imperiali e prometem ficar até domingo

Sindicato e estudantes de esquerda montam acampamento ao lado do Coliseu contra Meloni
Reprodução/Lacapitale

Militantes do sindicato de base USB e de coletivos estudantis de esquerda montaram um acampamento na via dei Fori Imperiali, a poucas centenas de metros do Coliseu, em Roma. As barracas foram armadas na sexta-feira (30), no fim da passeata da greve geral convocada contra o governo da primeira-ministra Giorgia Meloni.

Na manhã deste sábado (31), eram cerca de 40 barracas coloridas no cartão-postal da capital italiana. Pouco mais de 50 pessoas passaram a noite no local, e outras chegaram ao longo do dia.

O plano é ficar pelo menos até domingo (1º), quando a USB faz uma assembleia nacional às 11h para decidir os próximos passos.

O acampamento ao lado do Coliseu contra Meloni

O protesto reúne a USB e estudantes dos coletivos Osa e Cambiare Rotta. Segundo os estudantes, as barracas servem de ponto de encontro para manter a mobilização viva.

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A pauta mistura custo de vida, aluguel alto, trabalho precário e oposição aos gastos militares. A USB cobra aumento de salários, a volta da “scala mobile”, o antigo gatilho que corrigia salários pela inflação, e corte nos gastos com defesa.

“Estamos em mobilização permanente”, disse o porta-voz da USB, Stefano De Angelis. Ele também afirmou que “o protesto é o sal da democracia”.

Greve terminou com confronto e detidos

A passeata de sexta-feira não ficou só nas palavras de ordem. Na altura do lungotevere Testaccio, manifestantes atiraram objetos contra a polícia, que respondeu com jatos d’água. Oito manifestantes foram detidos.

O tamanho do ato também virou disputa. Pela manhã, os organizadores anunciaram 20 mil participantes. Depois, a USB passou a falar em 100 mil pessoas nas ruas. Não há número oficial das autoridades.

Além de sindicalistas e estudantes, a marcha teve carteiros, que se dizem entre os mais mal pagos da Europa, e agricultores contrários ao rearmamento. “Estamos aqui pelo futuro”, disseram duas estudantes de arquitetura da Universidade La Sapienza.

Pressão sobre Meloni e o que vem agora

Giorgia Meloni, do partido de direita Irmãos da Itália, governa o país desde outubro de 2022. A ofensiva da USB e dos coletivos de esquerda mira a política econômica do governo e o rearmamento.

O acampamento ocupa a avenida que liga a Piazza Venezia ao Coliseu, uma das áreas mais visitadas de Roma.

A assembleia nacional de domingo vai definir se a ocupação continua e qual será a próxima data de mobilização contra o governo.

Redação Território
Redação Território

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