EUA lançam ataque contra ilha de Qeshm, no Irã, na véspera da eleição americana
Mídia estatal iraniana relata cinco explosões em sequência. Guarda Revolucionária diz ter derrubado dois drones americanos MQM-170.
Os Estados Unidos voltaram a atacar o Irã. Forças americanas fizeram uma operação contra a ilha de Qeshm, no Estreito de Ormuz, na noite desta segunda-feira (2) pelo horário de Brasília, já madrugada de terça (3) no Irã. A mídia estatal iraniana relatou cinco explosões em sequência na ilha.
Moradores disseram ter visto duas aeronaves sobrevoando a região. A Guarda Revolucionária afirma ter derrubado dois drones americanos MQM-170 perto da ilha. Até agora não há informação de mortos, feridos ou danos.
É a primeira operação militar americana contra o Irã desde setembro. O ataque vem horas antes da abertura das urnas nas eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, marcadas para esta terça-feira (3).
O que se sabe do ataque dos EUA a Qeshm, no Irã
Nem o Pentágono nem o Comando Central dos EUA divulgaram nota oficial sobre a ação. A operação foi confirmada por uma fonte militar americana, sob anonimato, que a descreveu como de pequena escala.
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Segundo essa fonte, o objetivo foi impedir novos ataques iranianos contra navios no Estreito de Ormuz. A passagem é uma das rotas mais sensíveis do comércio de petróleo no mundo.
As autoridades locais de Qeshm não informaram a causa das explosões. A ilha é considerada peça importante na estratégia econômica e militar do regime iraniano.
A versão da Guarda Revolucionária
Teerã reagiu com a sua própria contagem. A Guarda Revolucionária diz que registrou os dois drones MQM-170 sobre a ilha e que eles estariam mapeando as defesas aéreas iranianas.
Segundo o comunicado, os aparelhos foram derrubados ao sul de Qeshm por sistemas de guerra eletrônica. Com eles, a força diz chegar a quatro drones desse modelo em seu poder. A Guarda também alega ter interceptado um drone americano MQ-9, sem dar detalhes de local, data ou circunstância.
Nenhuma dessas alegações foi verificada de forma independente. Os Estados Unidos não comentaram a derrubada dos drones.
Negociações e o que vem depois
O ataque acontece no meio de uma rodada de negociações entre Washington e Teerã, mediada por Catar e Paquistão. As conversas começaram no fim de outubro e ainda não produziram resultado.
A ação recoloca o Estreito de Ormuz no centro da tensão entre os dois países no dia em que os americanos vão às urnas para renovar a Câmara e parte do Senado. A expectativa agora é por uma posição oficial do Pentágono e por uma eventual resposta militar do Irã.
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