Xerife prende 13 funcionários da Disney e 4 da Universal em operação na Flórida
Operação de sete dias no condado de Polk termina com 281 presos, 488 acusações e 11 vítimas de tráfico identificadas; Disney demitiu os 13, diz o xerife
O xerife do condado de Polk, na Flórida, Grady Judd, prendeu 281 pessoas em uma operação disfarçada de sete dias contra predadores de crianças e tráfico de pessoas. Dezessete dos presos trabalhavam em parques temáticos: 13 na Disney e 4 na Universal. Segundo Judd, a Disney demitiu os funcionários presos.
O balanço foi anunciado na sexta-feira (30), em Winter Haven, pelo xerife e pelo procurador-geral da Flórida, James Uthmeier. Os 281 presos respondem a 488 novas acusações, 198 delas por crimes graves.
Entre os detidos estão um policial do condado vizinho de Orange e o técnico de um time infantil de futebol americano. Todos são considerados inocentes até o julgamento.
Funcionários da Disney e da Universal entre os presos na Flórida
A operação, batizada de “Polk Around & Find Out II”, correu em duas frentes ao mesmo tempo. Na primeira, detetives se passaram por menores em conversas na internet. Trinta e dois adultos foram presos ao viajar para encontrar crianças com fins sexuais, segundo as autoridades.
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Na segunda frente, voltada ao comércio sexual, foram 249 presos: 117 acusados de comprar sexo e 122 acusados de prostituição. Todos os 122 passaram por triagem de especialistas, que identificaram 11 vítimas de tráfico humano. Elas receberam atendimento.
Dos 17 funcionários de parques, 7 são acusados de crimes sexuais contra crianças, segundo o xerife. A Disney informou aos investigadores que demitiu os 13 presos que trabalhavam para a empresa.
O técnico preso comandava um time do Davenport Titans, liga infantil de futebol americano e torcida da região. Ele é acusado de mandar mensagens sexuais a um detetive disfarçado de menina de 14 anos.
O policial é Eric Raymond, agente do condado de Orange que atuava em escolas. Segundo Judd, ele foi preso ao chegar para negociar sexo em troca de dinheiro.
Imigrantes ilegais, armas e ficha criminal
Só 40 dos 281 presos moram no condado de Polk. Os demais vieram de outras cidades da Flórida, de 20 estados americanos e de 18 países.
Trinta e dois estavam ilegalmente nos Estados Unidos, vindos de nove países, entre eles Cuba, Venezuela, México e Haiti. Dezesseis já foram entregues ao serviço de imigração, o ICE.
Os presos levaram 24 armas de fogo aos encontros. Outros 32 foram autuados por posse de drogas, como metanfetamina, cocaína e fentanil.
O grupo já somava 798 acusações anteriores, 358 delas por crimes graves. Nove estavam em liberdade condicional, por crimes que vão de assalto a banco a maus-tratos contra criança. Outros nove já tinham caído em operações anteriores do xerife.
Vinte e dois dos presos recebem benefícios públicos que somam US$ 8.373 por mês, ou US$ 100.476 por ano, segundo o balanço das autoridades.
“Esses predadores precisam ser trancados e continuar trancados, longe das crianças”, disse Judd. “Manter as crianças seguras é a nossa prioridade número um.”
Uthmeier foi direto: “Predadores que miram as crianças da Flórida serão caçados e processados com todo o rigor da lei.” E completou: “Quem veio ao condado de Polk esperando abusar sexualmente de uma criança encontrou algemas.”
O que acontece agora
Os promotores prometem pedir a pena máxima para cada réu. Pela lei da Flórida, viajar para encontrar um menor com fins sexuais é crime de segundo grau, com pena de até 15 anos de prisão.
A operação é a segunda com esse nome neste ano. Dois dos presos agora já tinham sido pegos na primeira edição, no início do ano, segundo o xerife.
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