Defesa Civil pede kit de 72 horas e Sul entra em alerta vermelho do Inmet
Órgão orienta famílias a guardar água, comida e remédios para três dias; Inmet prevê mais de 100 mm de chuva, vento acima de 100 km/h e granizo neste sábado
A Defesa Civil Nacional orientou as famílias brasileiras a montar em casa um kit de emergência capaz de garantir até 72 horas de autonomia. A conta da água é a base: dois litros por pessoa por dia, o que dá seis litros por pessoa nos três dias.
A orientação veio no mesmo momento em que o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) colocou áreas do Paraná, de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul em alerta vermelho, o nível de “grande perigo”. O aviso vale das 0h às 23h59 deste sábado (7) e prevê chuva acima de 100 milímetros no dia, ventos de mais de 100 km/h e queda de granizo.
Segundo a Defesa Civil, “a orientação é preventiva e não sinaliza crise iminente”. O kit serve para atravessar dias sem energia, sem água encanada ou sem acesso a mercado e farmácia.
O que vai no kit de 72 horas da Defesa Civil durante o alerta vermelho
A lista divulgada pelo órgão federal cobre comida, saúde, comunicação e documentos:
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- Água potável: dois litros por pessoa por dia. Uma família de quatro pessoas precisa de 24 litros.
- Comida que não estraga: barras de cereal, frutas secas, biscoitos e enlatados, com abridor de latas e utensílios descartáveis.
- Remédios: os de uso contínuo, com cópia das receitas, e equipamentos médicos que funcionem com bateria.
- Higiene e roupas: itens de higiene pessoal, trocas de roupa e calçados extras.
- Energia e comunicação: lanterna, pilhas extras, bateria portátil para o celular e rádio AM/FM.
- Documentos e dinheiro: documentos pessoais, dinheiro em espécie e uma lista de contatos úteis, tudo numa pasta impermeável.
- Quem precisa de cuidado extra: itens para bebês, crianças, idosos e animais de estimação.
A ideia é que o material fique num lugar de fácil acesso, pronto para ser usado em casa ou levado numa saída às pressas.
Onde vale o alerta vermelho do Inmet
No Paraná, o alerta vermelho cobre o Sudoeste, o Sudeste, o Oeste e o Centro-Sul do estado. Em Santa Catarina, atinge a região Oeste. No Rio Grande do Sul, pega a Serra, o Noroeste e o Nordeste gaúcho.
Os riscos listados pelo Inmet são corte de energia, danos a plantações, queda de árvores e alagamentos.
Uma faixa maior está em alerta laranja, de perigo, com previsão de até 100 milímetros de chuva, ventos de até 100 km/h e granizo. O aviso laranja cobre todo o território de Santa Catarina e do Paraná, o norte do Rio Grande do Sul, cidades do interior paulista como Bauru, Presidente Prudente, Marília e Assis, o Litoral Sul e a Região Macro Metropolitana de São Paulo, além do Sudoeste e do Leste de Mato Grosso do Sul.
É o segundo alerta máximo para o Sul em poucos dias. Na quarta-feira (4), a região já tinha entrado em alerta vermelho para chuva, e os temporais da semana deixaram casas destelhadas e estragos em cidades dos três estados.
O que fazer durante a tempestade
O Inmet recomenda desligar aparelhos elétricos e, se for preciso, o quadro geral de energia. Em caso de enxurrada, a orientação é guardar documentos e objetos de valor em sacos plásticos. Com o grande perigo confirmado, a população deve procurar abrigo e evitar ficar ao ar livre, principalmente com vento forte e granizo.
Em emergência, os telefones são o 199, da Defesa Civil, e o 193, do Corpo de Bombeiros.
O aviso vermelho termina às 23h59 deste sábado. A partir daí, cabe ao Inmet dizer se o alerta será renovado para domingo (8), e às defesas civis dos estados e municípios fazer o balanço do que a tempestade deixou.
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