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Território Sábado, 7 de novembro de 2026

Política

‘Não sou tão ignorante assim’: Flávio Bolsonaro fala inglês na Cpac e rebate críticos

No jantar da conferência conservadora em Mar-a-Lago, na Flórida, o senador respondeu ao elogio ao seu inglês em sua primeira aparição pública nos EUA, ao lado de Eduardo

'Não sou tão ignorante assim': Flávio Bolsonaro fala inglês na Cpac e rebate críticos
Reprodução/Msagoraurgentenews

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) falou em inglês no jantar da Cpac, a maior conferência conservadora dos Estados Unidos, em Mar-a-Lago, a propriedade de Donald Trump em Palm Beach, na Flórida. Quando teve o inglês elogiado, devolveu com uma frase curta: “Não sou tão ignorante assim”.

A resposta virou vídeo e correu as redes depois do jantar, na quinta-feira (5). Foi a primeira aparição pública de Flávio desde que chegou aos Estados Unidos, depois do segundo turno de 25 de outubro. O irmão, Eduardo Bolsonaro (PL-SP), estava ao lado dele no evento.

A frase teve endereço certo. Desde a campanha, adversários do senador usavam vídeos para pôr em dúvida o inglês dele. Em Mar-a-Lago, diante da plateia conservadora americana, Flávio respondeu no idioma e com bom humor.

O inglês de Flávio Bolsonaro na Cpac

A conferência deste ano reúne, de 4 a 7 de novembro, líderes políticos, parlamentares, ativistas e doadores do campo conservador. A organização confirmou a presença do senador na véspera do jantar. Além do inglês para o público americano, Flávio também falou em português aos brasileiros presentes.

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Não foi a estreia dele no palco da Cpac. Em 28 de março, na edição do Texas, Flávio discursou em inglês por cerca de 15 minutos. Na ocasião, disse que “o Brasil está vivendo outra devastadora crise econômica” e ligou o governo do PT ao crescimento dos cartéis de drogas e do que chamou de narcoterroristas. O Palácio do Planalto não respondeu.

Eduardo, que mora nos Estados Unidos e foi quem abriu as portas do conservadorismo americano para a família, voltou a dividir a agenda com o irmão. Antes do jantar, ele mostrou nas redes o encontro de Flávio com o ator que interpreta Jair Bolsonaro em “Dark Horse”, o filme sobre o ex-presidente.

Por que Flávio está nos Estados Unidos

Flávio perdeu o segundo turno para Lula e não reconheceu o resultado. O senador chama de perseguição política e judicial as medidas determinadas pela Justiça contra ele, entre elas a retenção do passaporte.

Ele chegou a Miami em 28 de outubro, três dias depois da eleição, com a mulher e as duas filhas. Disse que deixou o país não por motivo pessoal, mas “por Brasil”, e que nos Estados Unidos pode expressar suas opiniões livremente, sem medo de retaliação judicial.

O secretário de Estado americano, Marco Rubio, negou que o governo dos EUA tenha ajudado na saída do senador. Segundo Rubio, Flávio já tinha visto americano, e Washington apenas autorizou a entrada.

O que vem agora

A passagem pela Cpac marca a volta de Flávio à cena pública depois de dez dias de silêncio. O senador já anunciou que vai dar entrevistas a grandes veículos brasileiros e internacionais nos próximos dias.

Será a primeira vez, desde a derrota, que ele vai explicar com detalhes, para o Brasil e para fora, a perseguição que diz sofrer da Justiça brasileira.

Redação Território
Redação Território

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