Eleitor arremessa urna no chão em Fortaleza e acaba detido pela PF
Homem não votava na seção, foi só justificar a ausência e discutiu com mesários; TRE-CE trocou a máquina e diz que os votos estão preservados
Um eleitor arremessou uma urna eletrônica no chão na manhã deste domingo (25), dia do 2º turno, numa seção da Escola Adalberto Studart Filho, no bairro Planalto Ayrton Senna, em Fortaleza. Ele foi detido pela Polícia Federal logo depois.
A confusão começou num desentendimento com os mesários. O homem nem era eleitor daquela seção. Segundo o Tribunal Regional Eleitoral do Ceará, ele foi ao local apenas para justificar a ausência de voto.
A urna foi substituída e a votação seguiu normalmente na escola.
Eleitor joga urna no chão em seção de Fortaleza
O episódio aconteceu durante a manhã, no horário de maior movimento das seções. Depois da discussão com a mesa receptora, o eleitor pegou o equipamento e o lançou ao chão.
Publicidade
A presidente do TRE-CE, desembargadora Maria Iraneide Moura Silva, confirmou o caso e explicou quem era o homem. “Um eleitor que não era eleitor da sessão, foi para justificar a exceção de voto no local”, disse.
A Polícia Federal, que atua nos locais de votação no dia da eleição, conteve o eleitor e o deteve. A identidade dele não foi divulgada.
Votos preservados, diz o TRE-CE
A principal dúvida depois da cena era o destino dos votos já registrados naquela urna. A presidente do tribunal afirmou que não houve perda.
“Embora a urna tenha sido quebrada, a mídia é preservada e, portanto, não tem prejuízo”, declarou a desembargadora.
Na prática, a mídia que guarda os votos digitados até o momento do ataque foi mantida, e uma nova urna assumiu a seção para o restante do dia. Os eleitores que ainda não tinham votado puderam votar normalmente.
Crime eleitoral e o que vem agora
Danificar urna é crime previsto no Código Eleitoral, e o caso fica a cargo da Polícia Federal, responsável por investigar crimes eleitorais. A PF ainda não informou se o homem foi autuado em flagrante nem qual enquadramento será aplicado.
Até a publicação desta matéria, nem a PF nem o TRE-CE haviam ligado o episódio a qualquer motivação política ou partidária. Pelo que disse o tribunal, a briga começou por uma questão de atendimento na seção, não por disputa entre candidatos.
O caso entra no balanço de ocorrências do 2º turno que a Justiça Eleitoral e a PF divulgam ao fim da votação, junto com as prisões por boca de urna e compra de votos registradas no país.
Publicidade





