Honda anuncia investimento de R$ 3,3 bi em Manaus e mira 2,3 milhões de motos
Aporte vai até 2030, prevê duas novas unidades fabris e se soma ao R$ 1,6 bilhão anunciado em 2025
A Honda vai investir R$ 3,3 bilhões na fábrica de motos de Manaus até 2030. O anúncio foi feito nesta quinta-feira (5), no Amazonas. A meta é chegar a 2,3 milhões de motos por ano em 2029.
O dinheiro paga duas novas unidades de produção dentro do complexo industrial da empresa na Zona Franca de Manaus. As primeiras obras começam ainda em 2026.
O valor se soma ao R$ 1,6 bilhão anunciado no ano passado para o negócio de motos no Brasil. Somados, os dois planos chegam a R$ 4,9 bilhões.
O que prevê o investimento da Honda em Manaus
O plano de 2025 tinha como alvo uma capacidade de 1,6 milhão de motos por ano. O novo aporte amplia a conta. A etapa intermediária prevê 1,8 milhão de unidades por ano em 2028. Em 2029, a fábrica deve chegar a 2,3 milhões.
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Hoje, o complexo de Manaus tem duas unidades e quatro linhas de montagem. Dali saem 20 modelos, exportados para 19 países, entre eles Estados Unidos e México.
O anúncio saiu durante a cerimônia dos 50 anos de produção da marca na região. A fábrica de Manaus começou a montar motos em 1976.
O que diz a empresa
Lourival Barros, responsável por Produção, Qualidade e Logística da Honda, justificou o tamanho do aporte com a demanda.
“A Honda entende que é o momento de investir, o mercado está crescendo além da nossa expectativa inicial”, disse.
Keisuke Tsuruzono, presidente da Moto Honda da Amazônia, afirmou que o plano vai “ampliar nossa capacidade de produção” e “fortalecer nossa competitividade”.
A empresa domina o setor. A Honda responde por cerca de 77% do mercado brasileiro de motos.
Mercado em alta puxa a expansão
O investimento acompanha um mercado que cresce. A projeção da Abraciclo, associação dos fabricantes, é de 2,35 milhões de motos licenciadas em 2026, alta de 7% sobre o ano anterior.
Foi esse ritmo que levou a empresa a rever o plano de um ano atrás. A meta de 2025 parava em 1,6 milhão de motos por ano. A nova chega a 2,3 milhões, alta de mais de 40% sobre o alvo anterior.
Próximos passos
As intervenções nas novas unidades começam ainda neste ano. A primeira meta a ser cobrada vem em 2028, com 1,8 milhão de motos por ano. O ciclo de investimento fecha em 2030.
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