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Território Domingo, 25 de outubro de 2026

Eleições 2026

Flávio chega a passar Lula na apuração do 2º turno e disputa segue voto a voto

Senador apagou vantagem de mais de 15 pontos do petista, liderou por cerca de 40 minutos e abriu 333 mil votos; com 60,85% apurado, Lula volta à frente por 1,1 ponto

Flávio encosta em Lula na apuração do 2º turno e diferença cai para menos de 1 ponto
Reprodução/Ocp

Flávio Bolsonaro (PL) passou Lula (PT) na apuração do 2º turno da eleição presidencial neste domingo (25). A virada veio por volta das 19h47, com cerca de 14% das urnas apuradas pelo TSE. Às 20h11, com 30,82% apurado, o senador tinha 50,44% dos votos válidos (19.160.811 votos) contra 49,56% do petista (18.827.520). Eram 333.291 votos de vantagem.

A liderança durou cerca de 40 minutos. Com 48,42% das seções totalizadas, às 20h26, Lula voltou à frente por 41.053 votos. Às 20h37, com 60,85% apurado, o petista tinha 50,55% e Flávio, 49,45%. A diferença é de 1,1 ponto.

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No começo da contagem, o quadro era outro. Com 0,25% das urnas apuradas, Lula aparecia com 57,66% (193.574 votos) contra 42,34% de Flávio (142.169 votos). Eram mais de 15 pontos de distância, e eles evaporaram em pouco mais de duas horas de totalização. O resultado segue aberto.

Apuração do 2º turno: como Flávio virou sobre Lula

A largada de Lula tinha explicação. As primeiras seções totalizadas vieram de Goiás, Bahia, Maranhão, Pará e Ceará, quatro deles redutos do PT. Flávio liderava apenas em Goiás.

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Conforme urnas de outras regiões entraram na conta, a curva virou a favor do candidato do PL. Com 0,37% apurado, Lula já tinha caído para 55,53%. Às 19h39, com 10,40%, a distância estava abaixo de um ponto. Minutos depois, Flávio assumiu a ponta e chegou a 50,41% com 20,05% das urnas, às 19h58.

A vantagem do senador atingiu o pico por volta das 20h10 e começou a cair a partir daí. Às 20h20, com 41,58% das seções, Flávio ainda liderava por 175.997 votos. Seis minutos depois, Lula retomou a ponta.

Pela manhã, Flávio votou dizendo que chegou a hora da mudança e pediu que os eleitores fossem às urnas. Ele descreveu a própria campanha como limpa e alegre. Eduardo Bolsonaro disse à tarde estar confiante na vitória do irmão.

Prorrogação de Zanin parou a contagem

A totalização ficou travada por quase duas horas. Pouco depois das 17h, com a apuração já iniciada, o ministro Cristiano Zanin, do STF, prorrogou a votação até as 19h. O pedido da campanha de Lula alegava problemas no transporte de eleitores, com restrição à circulação de ônibus em várias cidades. A campanha de Flávio também pediu mais tempo em municípios de São Paulo, Paraná e Santa Catarina afetados pelas chuvas.

O Ministério Público Eleitoral se manifestou contra a prorrogação. Mesmo assim, a decisão saiu, e o TSE suspendeu a divulgação dos resultados. Às 18h17, Zanin esclareceu que a medida valia só para os locais onde as urnas ainda não tinham sido encerradas. Em Salvador, seções chegaram a reabrir os portões.

A oposição reagiu na hora. “Estão tumultuando uma eleição pela certeza da derrota”, disse o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio, chamou a medida de decisão “vergonhosa e intempestiva de um ministro do STF que era advogado do atual presidente”. O senador eleito Marcel van Hattem (PL-RS) disse que vai pedir o impeachment de Zanin. Nikolas Ferreira (PL-MG) afirmou que a prorrogação serve para “criar uma narrativa de golpe”.

O PT ainda pediu ao TSE a extensão do horário em outros nove estados. O presidente do tribunal, Kassio Nunes Marques, não decidiu o pedido e o enviou aos tribunais regionais.

Lula atacou Flávio no dia da votação

Lula passou a manhã de domingo no ataque. Acusou Flávio de mentir, chamou o adversário de miliciano e questionou a compra de um imóvel pelo senador. No mesmo dia, disse que vai aceitar o resultado, seja qual for.

O presidente, que abriu a noite com folga, agora disputa voto a voto uma reeleição que sua campanha tentou esticar no tapetão do horário. Em 2022, o vencedor foi definido às 19h56, com 98,91% das urnas apuradas. Desta vez, com a prorrogação assinada por um ex-advogado de Lula, a definição fica para mais tarde, e quase 40% das urnas ainda não foram contadas.

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Redação Território
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· atualizada em 25 de outubro, 20h43

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