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Território Sábado, 31 de outubro de 2026

Eleições 2026

‘Vou estar aqui’: Flávio Bolsonaro se diz pronto para a Presidência antes de 2030

Em live dos Estados Unidos, senador diz que 'o jogo não acabou', fala em regime de exceção e aposta na cassação da chapa Lula-Alckmin para forçar nova eleição

'Vou estar aqui': Flávio Bolsonaro se diz pronto para a Presidência antes de 2030
Reprodução/Metrópoles

Cinco dias depois do segundo turno, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) avisou que não saiu do jogo. Em live no Instagram transmitida dos Estados Unidos na sexta-feira (30), o senador disse estar pronto para disputar a Presidência de novo, e antes de 2030. “Qualquer coisa que aconteça, eu vou estar aqui”, afirmou.

Para não deixar dúvida sobre o prazo, ele completou: “Eu não tô falando de 2030, não. Eu tô falando de antes disso”. Na mesma transmissão, disse que “o jogo não acabou”.

A aposta tem endereço. Flávio anunciou na segunda-feira (26) que vai pedir ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a cassação da chapa de Lula e Geraldo Alckmin. Se o pedido prosperar, o país teria uma nova eleição presidencial fora do calendário regular.

Flávio Bolsonaro mira a Presidência antes de 2030

O senador perdeu o segundo turno de 25 de outubro por uma diferença de cerca de 4,4 milhões de votos. Lula teve 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% de Flávio. Quase metade do eleitorado votou nele, e é sobre essa base que ele constrói a volta.

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Flávio segue questionando a legitimidade da votação. Na live, tratou o pedido de cassação como o caminho para devolver a decisão às urnas antes do fim do novo mandato de Lula. Não há prazo para o TSE analisar o caso.

Alvo de Moraes, senador fala em perseguição

A live foi feita da Flórida. Flávio deixou o Brasil na terça-feira (27), atravessou a fronteira de Foz do Iguaçu (PR) para a Argentina e seguiu em jatinho particular até Miami, onde chegou na quarta (28).

A saída veio depois de o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), mandar o senador entregar os passaportes e proibir que ele deixasse o país. A ordem foi dada dentro de um inquérito que apura suspeita de lavagem de dinheiro e evasão de divisas envolvendo Flávio, o advogado Willer Tomaz e empresas ligadas a plataformas de apostas, segundo a Polícia Federal. A PF também investiga o descumprimento da ordem de Moraes.

Flávio contou que soube da medida na segunda-feira (26), dia seguinte à eleição, quando visitava o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar. Segundo ele, foi informado de que policiais federais estavam na residência para cumprir a decisão. A saída do país, disse, foi decidida em família, com o pai e a mulher, Fernanda Bolsonaro.

O senador classificou o episódio como perseguição e afirmou que o Brasil vive um “regime de exceção”. A ofensiva de Moraes contra o principal nome da oposição chegou menos de 24 horas depois de fechadas as urnas.

Aliados já falavam em eleição antes de 2030

Flávio não está sozinho na tese. Paulo Figueiredo, aliado da família Bolsonaro que também vive nos Estados Unidos, já havia sugerido nas redes uma eleição presidencial antes de 2030.

O PL, partido do senador, reconheceu a vitória de Lula. Flávio não. Dos Estados Unidos, ele mantém de pé a contestação e o pedido de cassação.

O que vem agora

O próximo passo é o pedido formal ao TSE contra a chapa Lula-Alckmin. Até o julgamento, o mandato reeleito começa sob a ameaça de uma ação que pode anular o resultado de 25 de outubro e levar o país de volta às urnas.

Redação Território
Redação Território

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