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Território Terça-feira, 3 de novembro de 2026

Mundo

Americanos votam nas midterms e decidem o Congresso dos 2 últimos anos de Trump

Estão em jogo as 435 cadeiras da Câmara, 35 do Senado e 36 governos; mais de 50 milhões já votaram antes, e o resultado pesa no tarifaço contra o Brasil

Americanos votam nas midterms e decidem o Congresso dos 2 últimos anos de Trump
Reprodução/CNN Brasil

Os americanos vão às urnas nesta terça-feira (3) nas eleições de meio de mandato, as midterms. A votação decide quem controla o Congresso nos dois últimos anos do governo Donald Trump.

Estão em disputa todas as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes, 35 das 100 vagas do Senado e 36 governos estaduais. Antes mesmo da abertura das urnas, mais de 50 milhões de eleitores já tinham votado pelo correio ou no voto antecipado, número recorde para uma eleição de meio de mandato.

Trump não está na cédula. Ele tomou posse em janeiro de 2025 e fica na Casa Branca até janeiro de 2029. Mas o resultado desta terça define se ele governa até o fim com o Congresso a favor ou contra.

O que está em jogo nas midterms para Trump e o Congresso

Os republicanos chegam à votação com maioria nas duas casas, conquistada em 2024. No Senado, o partido tem 53 dos 100 assentos. Na Câmara, a vantagem é apertada: a diferença para os democratas é de poucas cadeiras.

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Se os republicanos mantiverem a maioria, a agenda de Trump segue com caminho livre no Legislativo. Se perderem uma das casas, os projetos da Casa Branca passam a depender de acordo com a oposição democrata.

As pesquisas apontam os democratas como favoritos para retomar a Câmara. No Senado, a disputa é considerada aberta.

Trump fala em respeitar resultado “se for honesta”

Na semana passada, em entrevista coletiva no Texas, Trump foi perguntado se aceitaria o resultado. Respondeu que sim, desde que a eleição seja honesta.

A condição virou o centro do debate na reta final da campanha. Os eleitos nesta terça vão dar ou tirar de Trump o controle do Legislativo justamente no período em que ele tenta fechar o mandato com a própria agenda.

O reflexo no Brasil e o tarifaço

A eleição americana mexe direto com o governo Lula. A negociação para derrubar as sobretaxas de Trump sobre produtos brasileiros está parada: a última reunião entre os dois governos foi em 30 de setembro, e o Planalto segue esperando um sinal de Washington.

Integrantes do governo Lula torcem por uma vitória democrata. A aposta, segundo eles, é que um Congresso de oposição empurre Trump para uma política externa mais pragmática e até ajude pautas do Planalto, como a regulação das big techs. Ou seja: sem conseguir destravar o tarifaço na mesa, o governo deposita as fichas no resultado de uma eleição que não controla.

Quando sai o resultado e quando os eleitos assumem

A apuração começa na noite desta terça, depois do fechamento das urnas, que varia conforme o fuso de cada estado. Em disputas apertadas, a definição pode levar dias.

Os eleitos tomam posse no início de janeiro de 2027. Em 2028, os Estados Unidos voltam às urnas para escolher o sucessor de Trump, com nova renovação de toda a Câmara e de cerca de um terço do Senado.

Redação Território
Redação Território

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