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Território Terça-feira, 3 de novembro de 2026

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‘Sr. Veto’: Trump promete barrar tudo que democratas aprovarem se perder a Câmara

Presidente diz que, depois de um ou dois meses com tudo vetado, a oposição cansa e vem negociar; americanos escolhem nesta terça as 435 cadeiras da Câmara

'Sr. Veto': Trump promete barrar tudo que democratas aprovarem se perder a Câmara
Reprodução/Esbrasil

Donald Trump já tem plano para o caso de derrota. Se os democratas tomarem o Congresso nas eleições de meio de mandato desta terça-feira (3), o presidente dos Estados Unidos promete vetar tudo o que a oposição aprovar. “Se isso acontecer, acho que vou virar o Sr. Veto”, disse.

A declaração foi dada em entrevista ao podcast Pod Force One, apresentado pela jornalista Miranda Devine, e divulgada na segunda-feira (2). “Acho que vamos nos sair muito bem. Mas, se não vencermos, eu veto tudo. Vou vetar, vetar”, afirmou Trump.

A aposta dele é no cansaço do adversário. Segundo o presidente, depois de “um ou dois meses” com tudo barrado, os democratas desistem do confronto e vão à Casa Branca negociar.

O que Trump disse sobre virar o Sr. Veto

Na entrevista, Trump descreveu como seria governar com o Legislativo nas mãos da oposição. “Você vai ter um presidente, e não vai ter a Câmara nem o Senado. Eles vão mandar coisas, você veta”, disse. “E, em algum momento, depois de um ou dois meses com tudo vetado, eles vêm e você fecha um acordo.”

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O presidente lembrou que não seria a primeira vez. “Em algum momento a gente provavelmente vai fazer acordos, é o que acontece. Não seria a primeira vez”, afirmou. E completou: “Acho que provavelmente seria assim, mas espero que a gente não precise se preocupar com isso.”

Trump também elevou o tom sobre o que está em jogo. Disse que, se os democratas levarem as duas casas do Congresso e depois a Presidência em 2028, o país estará “acabado”. Afirmou ainda que a oposição ampliaria a Suprema Corte, acabaria com o mecanismo de obstrução no Senado e restringiria o direito ao porte de armas.

Sobre as pesquisas desfavoráveis, o presidente as chamou de “fraudadas”. Argumentou que os institutos não ouvem os eleitores de verdade e apontou o tamanho das multidões nos comícios como prova de apoio.

Pesquisas e o tamanho da disputa

Estão em jogo as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes e 35 das 100 do Senado. Hoje, os republicanos têm 218 deputados, o mínimo para controlar a Casa, e 53 senadores. Para tomar o Senado, os democratas precisam de pelo menos 51 cadeiras, já que o vice-presidente, republicano, desempata em caso de 50 a 50.

A maioria das pesquisas aponta vantagem democrata na Câmara. Trump rejeita os números e diz que os levantamentos não refletem o apoio que vê nas ruas.

A participação antecipada é alta. Até segunda-feira, 54,5 milhões de americanos já tinham votado, segundo o Election Lab da Universidade da Flórida: cerca de 30 milhões presencialmente e 24 milhões pelo correio.

Trump passou o último mês em uma maratona de comícios pelo país para puxar votos para candidatos republicanos. Em evento no Tennessee, admitiu o peso pessoal da disputa: “Se não vencermos as eleições de meio de mandato, vão me culpar”. Ele pediu aos eleitores que votem como se o nome dele estivesse na cédula.

O que vem depois

As urnas fecham ao longo da noite desta terça, em horários diferentes conforme o estado. O resultado define se Trump governa os dois últimos anos do mandato com o Legislativo ao lado ou se cumpre a promessa e vira o “Sr. Veto”.

Na mesma entrevista, o presidente descartou disputar um terceiro mandato em 2028. Disse que gostaria de concorrer, mas reconheceu que o texto da Constituição é “muito rigoroso” ao limitar a dois mandatos. Elogiou o vice-presidente JD Vance e o secretário de Estado, Marco Rubio, como uma chapa forte para a sucessão.

Redação Território
Redação Território

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