Encapuzados saqueiam joalheria em Lyon durante protestos contra custo de vida na França
Câmeras da loja gravaram o grupo quebrando vitrines e arrancando gavetas em segundos; no país, o dia de protestos terminou com cerca de 1.200 detidos e 150 policiais feridos
Um grupo de saqueadores encapuzados invadiu uma joalheria em Lyon, a terceira maior cidade da França, quebrou as vitrines, arrancou as gavetas e saiu com as joias em poucos segundos. Tudo ficou registrado pelas câmeras de segurança da própria loja.
O ataque aconteceu em meio à onda de protestos contra o custo de vida que tomou o país em outubro. Só no dia 17, um sábado, a França teve cerca de 1.200 detidos e 150 policiais feridos, segundo o primeiro balanço das autoridades.
Não se sabe quantas peças foram levadas nem o valor do prejuízo.
Câmeras flagram saque à joalheria de Lyon nos protestos
As imagens mostram os invasores com o rosto coberto. Eles destroem os mostruários, puxam as gavetas para fora e enchem os bolsos com o que encontram. A ação é rápida: o grupo entra, esvazia o que pode e vai embora antes de qualquer reação.
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Nenhum dos saqueadores tinha sido identificado publicamente até a última atualização desta matéria.
Protestos em Lyon reuniram 20 mil e terminaram em fogo
A marcha de Lyon reuniu cerca de 20 mil pessoas. Durante o protesto, um incêndio começou dentro do posto de informações turísticas da cidade, e fumaça e chamas saíram do prédio. Manifestantes atacaram o local.
Lyon não foi caso isolado. Em Paris, lojas também foram saqueadas, e estações de metrô foram fechadas ao longo do dia.
Coletes amarelos voltam às ruas
Os atos foram convocados pelas redes sociais por quem tenta ressuscitar o movimento dos coletes amarelos, que parou a França em 2018. Desta vez, a pauta juntou o aumento do custo de vida e a situação das escolas, depois de semanas de protestos de estudantes secundaristas contra cortes na educação.
A central sindical CGT aderiu e cobrou salários e aposentadorias maiores, preços mais baixos e serviços públicos. Sindicato e grupos de estudantes estimaram em cerca de 800 mil o total de manifestantes no país.
O primeiro-ministro Sébastien Lecornu reagiu ao balanço do dia. Disse que foi “um milagre que o número não seja maior”.
O saque em Lyon virou símbolo de um dia em que o protesto contra a carestia deu lugar à depredação. Lojistas da cidade agora contam o prejuízo, e a polícia francesa ainda não informou se alguém foi preso pelo ataque à joalheria.
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