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Território Sexta-feira, 30 de outubro de 2026

Política

‘Isso é blefe’: Sanderson diz que direita tem até 50 votos contra Alcolumbre no Senado

Senador eleito pelo PL gaúcho afirma que a direita passa dos 41 votos necessários, diz que Alcolumbre não tem os 48 que alardeia e fecha com Rogério Marinho

'Isso é blefe': Sanderson diz que direita tem até 50 votos contra Alcolumbre no Senado
Reprodução/Diario360

O senador eleito Ubiratan Sanderson (PL-RS) desafiou Davi Alcolumbre (União-AP) na disputa pelo comando do Senado. Segundo ele, a direita já reúne de 48 a 50 votos para eleger o próximo presidente da Casa, bem acima dos 41 exigidos para a maioria.

“A direita vai eleger o presidente do Senado”, afirmou Sanderson em entrevista na quinta-feira (29). Sobre a conta de Alcolumbre, que diz ter 48 votos para continuar no cargo, foi direto: “Isso é blefe”. Para o senador eleito, as chances de o atual presidente seguir no posto “são zero”.

O nome dele para a cadeira é Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição. A eleição da Mesa está prevista para fevereiro de 2027, na abertura da nova legislatura.

Sanderson chama de blefe os votos de Alcolumbre no Senado

Alcolumbre tem dito a interlocutores que soma 48 votos para um novo mandato à frente do Senado a partir de fevereiro. Sanderson desmonta a conta. “Tá blefando”, disse sobre o presidente da Casa.

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Segundo o senador eleito, a direita trabalha com uma planilha de votos montada estado por estado. Os números de cada bancada não foram divulgados, mas a soma, diz ele, fica entre 48 e 50 senadores. Se a conta se confirmar, o grupo elege o presidente sem depender do Centrão que hoje sustenta Alcolumbre.

A votação é secreta, o que torna qualquer contagem, de um lado ou de outro, uma aposta até o dia da eleição. É nesse terreno que a direita diz ter virado o jogo.

Marinho é o candidato de Flávio Bolsonaro

Sanderson não deixou dúvida sobre quem a direita quer na presidência. “É o candidato do Flávio [Bolsonaro] e o meu também”, disse sobre Rogério Marinho. Os dois se reuniram na quarta-feira (28).

Ex-ministro do Desenvolvimento Regional no governo Jair Bolsonaro, Marinho comanda a oposição no Senado e se tornou o principal nome do PL para tirar a Casa da órbita de Alcolumbre, que voltou à presidência em 2025 com apoio do governo Lula.

Impeachment de ministros do STF entra na disputa

A eleição no Senado não é só sobre quem senta na cadeira. É sobre quem decide se os pedidos de impeachment contra ministros do Supremo andam ou ficam na gaveta.

Sanderson afirma que cerca de 50 senadores apoiariam o impeachment de ministros como Alexandre de Moraes, Flávio Dino e Gilmar Mendes. Hoje, a decisão de abrir ou não esses processos cabe só ao presidente da Casa. “Precisamos reformar o regimento do Senado Federal”, defendeu, para que esse poder deixe de estar nas mãos de uma única pessoa.

O senador eleito também cobrou a Procuradoria-Geral da República pelo contrato entre o Banco Master e o escritório de advocacia da mulher de Moraes. “Cadê o PGR que não denunciou ainda esse ministro do STF?”, questionou.

O que vem depois

Os novos senadores tomam posse em 1º de fevereiro de 2027, e a eleição da Mesa ocorre logo na abertura da legislatura. Até lá, a direita promete transformar a planilha em votos e chegar ao plenário com maioria própria para tirar Alcolumbre do comando e pautar o que o atual presidente segura.

Redação Território
Redação Território

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