Janja soma 38 viagens ao exterior e passa mais dias fora do Brasil que Lula
Primeira-dama acumula 182 dias fora do país no terceiro mandato, 24 a mais que o presidente, e visitou 38 países desde 2023
A primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, passou mais tempo fora do Brasil do que o próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Desde janeiro de 2023, ela fez 38 viagens internacionais, passou por 38 países e somou 182 dias no exterior. Lula, no mesmo período, ficou 158 dias fora.
A diferença é de 24 dias a favor de quem não foi eleita para nada. Janja não ocupa cargo público. Mesmo assim, viaja mais que o chefe de Estado.
A conta tem como base as agendas oficiais e vai até junho de 2026. Só neste ano, até ali, a primeira-dama já tinha somado 25 dias fora do país, em cinco viagens e oito países. Lula tinha 20.
As viagens de Janja ao exterior em 2026
A mais longa do ano foi entre 17 e 25 de fevereiro. Foram oito dias entre Coreia do Sul e Emirados Árabes Unidos.
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De 8 a 13 de março, Janja foi sozinha a Nova York, nos Estados Unidos, para a 70ª Sessão da Comissão sobre a Situação da Mulher, da ONU.
Em abril, acompanhou Lula por sete dias em Espanha, Alemanha e Portugal.
Nos dias 27 e 28 de maio, voltou a viajar sem o presidente. O destino foi a Itália, para a Semana da Nutrição 2026, outro evento da ONU.
De 15 a 17 de junho, esteve na França, na cúpula do G7, com a comitiva presidencial.
Em pelo menos duas das cinco viagens do ano, portanto, a primeira-dama cruzou o oceano sem Lula, em agenda própria.
Ano a ano, mais tempo fora
O padrão não é de 2026. Em 2023, primeiro ano do mandato, Janja passou 62 dias no exterior. Em 2024, foram 41. Em 2025, 54.
O contraste fica maior em 2024. Naquele ano, Lula ficou 26 dias fora do país, período em que se recuperava de uma cirurgia na cabeça. A primeira-dama manteve a agenda internacional e passou 41 dias no exterior, mais de duas semanas a mais que o marido.
O critério da contagem é o mesmo para os dois. Conta um dia sempre que a pessoa passa fora do Brasil a maior parte do horário de trabalho, das 8h às 17h. A ausência começa a contar no embarque.
Primeira-dama sem cargo, com agenda de chefe de Estado
O papel de primeira-dama não existe na estrutura formal do governo. Janja não tem mandato e não foi eleita. Ainda assim, representa o país em eventos da ONU, integra comitivas oficiais e acumula uma rotina de viagens que supera a do presidente da República.
Em 2026, até junho, ela já tinha passado mais de três semanas fora do país. Em quase quatro anos de governo, são seis meses inteiros longe do Brasil.
A conta vai até junho e não inclui o custo das viagens. Até lá, a primeira-dama não dava sinal de reduzir o ritmo: a última viagem do levantamento, à cúpula do G7 na França, terminou em 17 de junho, um dia antes do fechamento dos números.
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