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Território Sábado, 24 de outubro de 2026

Mundo

Juiz do Novo México condena Meta a pagar US$ 25 bilhões por enganar usuários

Decisão aplica multa bilionária após júri reconhecer quase 44 milhões de violações da lei de proteção ao consumidor. Empresa diz que vai recorrer.

Juiz do Novo México condena Meta a pagar US$ 25 bilhões por enganar usuários
Reprodução/Cbsnews

O juiz Francis Mathew condenou a Meta a pagar US$ 25 bilhões ao estado do Novo México, nos Estados Unidos, nesta quarta-feira (21/10). A decisão vem após um júri concluir que a empresa fez declarações falsas ou enganosas a consumidores sobre o uso de dados pessoais e outras práticas da plataforma.

O júri reconheceu 43.899.725 violações da lei estadual de proteção ao consumidor. Na decisão, Mathew afirmou que comunicações de dirigentes da empresa integraram uma estratégia coerente para enganar o público. A Meta, dona de Facebook, Instagram e WhatsApp, informou que vai recorrer.

O julgamento ocorreu em Santa Fé. A condenação trata de penalidades civis, e o valor ainda poderá ser discutido no recurso anunciado pela companhia.

Meta deve pagar US$ 25 bilhões ao Novo México

A ação foi apresentada pelo estado após o escândalo da Cambridge Analytica. A investigação examinou o que o Facebook dizia aos usuários sobre o controle de suas informações, o acesso de terceiros a dados pessoais e a forma como lidava com conteúdo prejudicial.

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Segundo o Departamento de Justiça do Novo México, o júri estabeleceu a responsabilidade da empresa pelas violações. Coube ao juiz fixar a consequência financeira. A ordem foi emitida depois do veredicto de setembro.

Mathew apontou que as declarações consideradas ilegais incluíam manifestações da alta direção do Facebook, entre elas as do presidente-executivo Mark Zuckerberg e da então diretora de operações Sheryl Sandberg. Para o juiz, não se tratou de uma afirmação isolada: as mensagens fizeram parte de uma estratégia coordenada que induziu o público a erro.

O que o júri decidiu

Os jurados avaliaram declarações feitas pela empresa a respeito da privacidade e de outras práticas do serviço. Parte delas assegurava aos usuários que eles controlavam como seus dados eram compartilhados. O júri considerou falsas ou enganosas 26 das 29 declarações analisadas.

As manifestações ocorreram ao longo de mais de uma década, de 2010 a agosto de 2021. O total de quase 44 milhões de infrações resulta da aplicação das declarações consideradas ilegais aos usuários do Facebook no Novo México. A decisão foi tomada com base na lei estadual de práticas comerciais desleais.

O caso tem origem na controvérsia sobre a Cambridge Analytica, consultoria política que obteve dados de usuários do Facebook. A ação do Novo México também examinou afirmações da empresa para além daquele episódio. O estado optou por levar sua demanda a julgamento de forma independente.

Meta anuncia recurso

O diretor jurídico da Meta, C.J. Mahoney, disse que a companhia está confiante na reversão da decisão em grau de recurso. Ele afirmou que o valor fixado e a abordagem adotada pelo estado tornam quase impossível fazer negócios no Novo México. A empresa também argumentou que uma penalidade desse tamanho violaria garantias legais.

O procurador-geral do estado, Raúl Torrez, afirmou que o julgamento impõe consequências a empresas que enganam consumidores sobre o destino de suas informações pessoais. Pela Constituição do Novo México, multas aplicadas por violação das regras de proteção ao consumidor são destinadas à educação pública. O recebimento do dinheiro, porém, dependerá do andamento do recurso da Meta.

Redação Território
Redação Território

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