Ir para o conteúdo

Território Sábado, 24 de outubro de 2026

Brasil

‘Tive que ficar pelada’: Malévola relata humilhação em delegacia no Egito

Influenciadora de 22 anos foi detida com a amiga Bruna Mercatelli em Alexandria, acusada pelo governo egípcio de exibição pornográfica, e saiu após pagar fiança

'Tive que ficar pelada': Malévola relata humilhação em delegacia no Egito
Reprodução/Sbtnews

A influenciadora Malévola, de 22 anos, diz que foi obrigada a tirar a roupa dentro de uma delegacia no Egito para que policiais conferissem se ela era mulher. “Eu tive que ficar pelada, me levaram para uma sala, eu tive que ficar pelada, pra eles verem se eu era mulher mesmo”, contou em vídeo gravado nas próprias redes sociais.

Malévola, nome nas redes de Mariana Alves Gadelha Pereira, é mulher trans. Ela foi detida na terça-feira (20) em Alexandria, no norte do Egito, junto com a amiga e também influenciadora Bruna Mercatelli. As duas foram soltas na quarta-feira (21), depois de pagar fiança de 110 mil libras egípcias, cerca de R$ 10 mil.

O motivo da prisão foram vídeos gravados nas ruas da cidade durante o passeio. O Ministério do Interior do Egito diz que as duas são investigadas por “exibição pornográfica” e por assédio a pessoas em espaço público.

O relato de Malévola sobre a delegacia no Egito

No vídeo, Malévola descreve a revista como o pior momento da detenção. “Gente, eu fui tão assediada”, diz. Segundo ela, depois de ficar nua diante dos agentes, o tratamento mudou. “Eles viram que eu era mulher, pediram desculpa depois, mas eu me senti um lixo.”

Publicidade

A influenciadora nega as acusações. Ela afirma que todas as pessoas que aparecem nas gravações aceitaram participar dos vídeos.

O que diz o governo do Egito

Em comunicado publicado no X, o Ministério do Interior egípcio informou que as duas mulheres foram identificadas depois de uma investigação. Segundo a pasta, elas teriam admitido que produziram e publicaram o material para aumentar as visualizações nos próprios perfis.

O comunicado não citou o nome das brasileiras. Ainda de acordo com o ministério, o caso foi encaminhado ao Ministério Público do Egito.

Fiança, Itamaraty e o que vem depois

A soltura foi confirmada pela defesa de Malévola. Segundo o advogado, a liberação saiu depois de “intensos esforços” e de um trabalho conjunto com a representação diplomática brasileira, as autoridades egípcias e advogados locais.

O Itamaraty, em nota, disse que “tem prestado assistência consular às nacionais e a seus familiares no Brasil”, com orientação jurídica e ajuda na comunicação com as autoridades locais.

A fiança tirou as duas da cela, mas não encerra o caso. A investigação aberta pelas autoridades egípcias segue em andamento, e a decisão sobre uma eventual acusação formal cabe ao Ministério Público do Egito.

Redação Território
Redação Território

Publicidade

Usamos cookies para medir a audiência do portal e para exibir publicidade. Enquanto você não responde, a publicidade fica não personalizada. Recusar não fecha nada do site. Detalhes na Política de Privacidade.