‘Isso é campanha’: Willer Tomaz rebate notícia sobre sala secreta em hangar
Advogado diz que a PF não encontrou dinheiro no cômodo e questiona a divulgação do caso às vésperas do segundo turno.
O advogado Willer Tomaz reagiu nesta quinta-feira (22) à divulgação de uma sala encontrada pela Polícia Federal em um hangar usado por empresas das quais é sócio, no Aeroporto de Brasília. Ele disse que o espaço é uma sala-cofre da operação de táxi aéreo, afirmou que os agentes não acharam dinheiro no local e acusou a reportagem do Jornal Nacional de fazer campanha. “Isso não é investigação, isso é campanha”, declarou em vídeo.
Tomaz questionou o intervalo entre a diligência, realizada em agosto, e a divulgação das imagens em outubro, às vésperas do segundo turno da eleição presidencial. A acusação de uso eleitoral da reportagem é do advogado. Ele também afirmou que o cômodo atende empresas especializadas em transporte de valores e que a PF não encontrou “nem um real” ali.
A PF localizou o espaço após receber uma denúncia sobre uma parede falsa no hangar. O local já havia sido alvo de busca no contexto da Operação Sem Desconto, que apura suspeitas de fraudes em descontos sobre benefícios do INSS. A corporação investiga se empresas e bens ligados a Tomaz foram usados em uma estrutura financeira à disposição do senador Weverton Rocha (PDT-MA), integrante da base do governo Lula.
Sala secreta no hangar de Willer Tomaz
O acesso ao cômodo ficava atrás de um painel de madeira e tinha uma porta aparentemente blindada. No interior, os agentes encontraram prateleiras, malas e uma máquina de contar cédulas. Não havia dinheiro em espécie. Para os investigadores, a estrutura poderia servir à guarda de bens, inclusive valores em dinheiro.
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A defesa de Tomaz confirma a existência da sala-cofre. Segundo ela, o ambiente faz parte da operação de empresas de aviação que atendem transportadoras de valores. O advogado rejeita a suspeita de que o espaço tenha servido para movimentar dinheiro ilícito e afirma não ter envolvimento com as fraudes previdenciárias investigadas.
Advogado contesta divulgação às vésperas da eleição
No vídeo, Tomaz rebateu a expressão “sala secreta” usada na cobertura do caso. Ele disse que a PF esteve no hangar em agosto e criticou a publicação da reportagem perto da votação. A descoberta da sala, a máquina de contar cédulas e a ausência de dinheiro no momento da busca constam dos relatos sobre a diligência.
PF apura ligação com senador da base de Lula
Em manifestação ao Supremo Tribunal Federal, a PF apontou que a rede de empresas, aeronaves e contatos ligada a Tomaz poderia funcionar como uma estrutura financeira, patrimonial e logística à disposição de Weverton. Segundo a corporação, empresas ligadas ao advogado teriam repassado cerca de R$ 11 milhões a Samya Rocha, mulher do senador. As medidas de busca foram autorizadas pelo ministro André Mendonça.
Na época da operação, a defesa de Tomaz afirmou que a busca decorria do uso particular de uma aeronave pelo senador e negou vínculo do advogado com o esquema investigado. A PF segue apurando as movimentações ligadas a Weverton e o papel das empresas citadas na investigação.
Em vídeo
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