DNIT implode quase 500 m de ponte da BR-135 em São Luís em 5 segundos
Ponte federal de 1960 estava interditada desde abril por corrosão e fissuras; 103 famílias deixaram suas casas e a estrutura nova só fica pronta em 2027
O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) implodiu no domingo (1º) quase 500 metros da ponte sobre o Estreito dos Mosquitos, na BR-135, uma das entradas de São Luís, no Maranhão. A estrutura veio abaixo em cerca de cinco segundos.
A detonação ocorreu às 11h, como previsto. A rodovia ficou totalmente fechada das 10h às 16h, com bloqueios no km 22, na saída da capital, e no km 40, em Bacabeira. Ao todo, 103 famílias cadastradas que moram perto da ponte foram retiradas de casa de forma preventiva.
A ponte derrubada é a do sentido leste, conhecida como Ponte Marcelino Machado, erguida em 1960. Ela estava interditada desde abril. A obra para substituí-la custa R$ 176,7 milhões, e o governo federal só prevê a entrega da nova travessia em 2027.
Por que o DNIT derrubou a ponte da BR-135 em São Luís
Segundo o DNIT, as inspeções encontraram blocos de concreto deslocados, corrosão da estrutura metálica, fissuras, armadura exposta e oxidada e perda de rigidez estrutural. Com mais de 60 anos de uso, a ponte foi fechada de forma preventiva em abril.
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Desde então, o trânsito de uma das principais ligações da ilha com o continente passou a depender só da ponte paralela, no sentido oeste. Foram sete meses de interdição até a demolição. E a ponte nova ainda está longe: a previsão é 2027.
A demolição, segundo o órgão, é o passo que permite avançar nas etapas de construção da nova estrutura.
Como foi a operação
A ponte que segue em uso fica a apenas 16 metros da que foi implodida. Para protegê-la, o DNIT fez a detonação na maré cheia, o que reduz a energia do impacto na água, e espalhou 20 sismógrafos para medir a vibração na estrutura e no entorno.
A altura de queda foi reduzida de 13 para cerca de 7 metros com um colchão de terra. As cargas foram detonadas em sequência, com intervalos curtos. A ponte paralela passou por inspeção detalhada antes da operação e recebeu sensores de vibração. Depois da implosão, três equipes vistoriaram a estrutura restante, e o tráfego foi liberado.
A Defesa Civil estadual fixou um raio de isolamento de 350 metros a partir do ponto da demolição. As famílias retiradas aguardaram numa quadra de esportes no bairro da Estiva, na zona rural de São Luís, com pulseiras de acesso e refeições. A volta para casa dependia de nova vistoria da Defesa Civil. A rede elétrica ao lado da ponte também teve de ser desviada.
Participaram da operação a Defesa Civil estadual e municipal, as Polícias Militar e Civil, o Corpo de Bombeiros do Maranhão e o de Bacabeira, a Guarda Municipal, a Polícia Rodoviária Federal, o Exército, a Capitania dos Portos e as secretarias de Saúde.
O que vem agora
Com a estrutura velha no chão, começa a fase pesada da reconstrução. O DNIT afirma que não vai adotar o sistema de pare e siga durante a obra, e o tráfego segue pela ponte paralela.
A conta é de R$ 176,7 milhões. O prazo, só em 2027. Até lá, uma das portas de entrada de São Luís continua com metade da capacidade, numa rodovia federal sob responsabilidade do governo Lula.
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