TSE manda tropas federais a 15 cidades do Rio no segundo turno contra facções
Pedido do TRE-RJ cita controle armado de facções e milícias sobre locais de votação; cenário não mudou desde o primeiro turno, diz o presidente da corte
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou o envio de militares do Exército, da Marinha e da Aeronáutica a 15 cidades do Rio de Janeiro para o segundo turno, marcado para domingo (25). A decisão saiu na quarta-feira (21) e atende a um pedido do Tribunal Regional Eleitoral do Rio (TRE-RJ).
O motivo é o mesmo do primeiro turno: facções e milícias armadas mandam em áreas onde o eleitor vai votar. “Persiste a realidade estrutural do controle territorial armado exercido por facções criminosas e grupos milicianos”, afirmou o presidente do TRE-RJ, desembargador Claudio de Mello Tavares.
Além da capital, 11 das cidades ficam na Baixada Fluminense. A lista inclui ainda Niterói, São Gonçalo e Itaboraí, do outro lado da Baía de Guanabara.
O que as tropas federais fazem no Rio no segundo turno
Os militares vão dar apoio logístico à distribuição das urnas eletrônicas e patrulhar as áreas indicadas pela Justiça Eleitoral. As Forças Armadas já tinham atuado no estado no primeiro turno.
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As 15 cidades com reforço federal são:
- Rio de Janeiro
- Belford Roxo
- Duque de Caxias
- Itaboraí
- Itaguaí
- Japeri
- Magé
- Mesquita
- Nilópolis
- Niterói
- Nova Iguaçu
- Queimados
- São Gonçalo
- São João de Meriti
- Seropédica
O governo do estado também põe mais de 20 mil policiais militares na rua. A operação da PM começa na véspera da votação e inclui escolta de urnas, policiamento nos locais de votação e patrulhamento de ruas e rodovias.
O estado tem 5.040 locais de votação, 165 zonas eleitorais e mais de 12,8 milhões de eleitores. A votação vai das 8h às 17h, no horário de Brasília.
Cenário inalterado entre um turno e outro
O TRE-RJ aprovou o pedido em sessão plenária no dia 15 de outubro, dez dias depois do primeiro turno. No voto, Mello Tavares disse que as razões que levaram a corte a pedir tropas na primeira votação continuam de pé. “O cenário de segurança pública permanece inalterado”, afirmou.
Na prática, a Justiça Eleitoral admite que, em parte da região metropolitana do Rio, o Estado não garante sozinho que o eleitor chegue à urna sem passar por território dominado por criminosos. Para isso, precisa de soldados.
O governo estadual apoiou o pedido. O caminho é sempre o mesmo: o tribunal regional pede, o TSE analisa e, se aprovar, faz a requisição formal ao Ministério da Defesa, que envia o efetivo.
Só a disputa presidencial está em jogo
No Rio, o eleitor volta às urnas no domingo apenas para escolher o presidente da República. A eleição para governador foi decidida no primeiro turno, depois da retotalização dos votos, com a vitória de Douglas Ruas (PL).
Com isso, todo o esquema de segurança do segundo turno no estado, com tropas federais e mais de 20 mil PMs, gira em torno de uma única votação: a que decide quem governa o país a partir de 2027.
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