Linha chilena corta asa de avião entre Atibaia e Bragança Paulista
Fio atingiu a região do tanque de combustível; piloto concluiu o voo e pousou em segurança no interior de São Paulo.
Uma linha chilena usada em pipa cortou a asa direita de um avião monomotor durante um voo entre Atibaia e Bragança Paulista, no interior de São Paulo. O fio atingiu a região do tanque e provocou vazamento de combustível. O piloto Rudolph Ochsendorf conseguiu pousar em segurança.
O episódio ocorreu no sábado (17), depois da decolagem do aeródromo de Atibaia. O destino era uma pista em um condomínio aeronáutico de Bragança Paulista. Ninguém ficou ferido. Imagens divulgadas pelo piloto mostram o dano na asa e o combustível saindo da aeronave após o incidente.
Ochsendorf percebeu uma linha amarela presa à asa durante o voo. Ele tentou soltá-la com curvas, mas o fio continuou enroscado. Ao avaliar o estrago e a distância até a pista, decidiu seguir para o pouso.
Linha chilena atingiu avião entre Atibaia e Bragança Paulista
O corte ficou próximo ao tanque instalado na asa direita. O monomotor também tem um tanque na asa esquerda, que, segundo o piloto, ainda continha combustível suficiente para terminar o trajeto. Essa reserva permitiu que ele chegasse à pista apesar do vazamento do outro lado.
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Depois do pouso, a linha foi encontrada na cabeceira da pista. A localização do fio não esclarece quem soltou a pipa nem de onde ela partiu. O episódio ocorreu durante um voo curto, mas o dano atingiu justamente uma área ligada ao armazenamento de combustível.
Piloto relata terceira ocorrência com linha cortante
Ochsendorf relatou que essa foi a terceira vez que enfrentou uma linha cortante no ar. Segundo ele, foi a primeira ocorrência com um dano dessa gravidade. Desta vez, a linha abriu um corte na asa e o combustível começou a escapar antes de a aeronave chegar ao destino.
O piloto afirmou que analisou a condição do avião ainda em voo e considerou possível concluir o pouso. O desfecho seguro não eliminou o prejuízo material: a asa precisará de reparo antes de a aeronave voltar a operar.
Asa será reparada após o pouso
Após aterrissar, Ochsendorf encaminhou imagens dos danos ao fabricante para uma avaliação técnica. Segundo o relato do piloto, a análise indicou que a estrutura da aeronave não havia sido comprometida. O conserto da asa está estimado em cerca de R$ 35 mil. O avião permanece à espera do reparo.
O caso expõe o alcance de uma linha cortante usada em pipa: o fio encontrou uma aeronave em movimento, danificou a asa e provocou perda de combustível em pleno voo. A viagem terminou sem feridos, mas deixou o monomotor fora de operação até o reparo.
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